Nas mãos do oleiro

“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6).

Por que, apesar de nosso empenho e cuidado, nos deparamos com o irremediável fato de que isso ou aquilo deu errado?
O diagnóstico do médico não era aquele que esperávamos e pedíamos a Deus.
A resposta do advogado não era a que desejávamos e nos vemos no beco escuro de lágrimas e tristezas.
Estaria a vida desgovernada?
Ou como disse William Shakespeare “Uma divindade molda nossos fins, desbasta-os como queremos…”.
Nos meus momentos de intranquilidade, permito ecoar em meu coração as inspiradas palavras apostólicas: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28) e assim aceito que cada dor, tristeza e pesar carrega em si um motivo.
Que mesmo na falsidade que me vem ao encontro há uma razão.
Que mesmo em minha solidão a divina mão do oleiro não me abandona.
Pela fé descansamos nas poderosas mãos do oleiro sabendo que Ele é bom e sábio e, quando Sua obra em nós for concluída, os mistérios se desfarão e agradeceremos até mesmo pelas lágrimas mais amargas.