A crise nas mãos de Deus

“Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6:24.

Não podemos pensar que nossos bens sejam a autenticação da bênção divina.
Randy Alcorn escreve sobre esta questão: “Riqueza material, realização, fama, vitória ou sucesso são indicadores confiáveis da recompensa divina ou de Sua aprovação? Se forem, então Deus é mau, porque a história é repleta de loucos de sucesso e déspotas prósperos. Estava Deus do lado de Hitler, Stalin, Mao e outros prósperos carniceiros da história durante sua ascensão ao poder(…), só porque o regime deles era cercado de riqueza material? Deus está ao lado das ricas seitas, dos executivos de negócios que são desonestos, das estrelas de rock com seu estilo imoral de viver?”.
O fato de enfrentarmos crises financeiras não significa necessariamente que estejamos sofrendo o peso da mão de Deus. Essa parece ser a teologia dos amigos de Jó.
Para eles, Deus o estava punindo por algum pecado.
No entanto, apesar desta explicação teológica para a crise, Deus aprovava Jó e colocou limites nas ações de Satanás contra ele.
Embora a experiência de Jó não seja explicada exaustivamente, percebemos que no término do livro, Jó era uma pessoa melhor.
Claro, a experiência de Jó não é a regra para as experiências humanas, mas ilustra como nem toda crise está relacionada à desaprovação divina.