Deus recompensa

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens” (Colossenses 3:23).

Conta-nos a história de Israel que quando Davi saiu em batalha contra os amalequitas, ele levou consigo quatrocentos homens (1 Samuel).
Duzentos dos homens ficaram para trás zelando pelo acampamento e provisões porque estavam muito cansados para a batalha.
Esses homens poderiam ser chamados de equipe de apoio, afinal de contas não estavam na linha de frente, não estavam sob os holofotes, mas “atrás das cortinas”; porém eram tão importantes quanto os outros.
Após sua vitória, Davi retornou ao acampamento a fim de cumprimentar os que ficaram para trás.
Curiosamente, alguns dos soldados da linha de frente não queriam compartilhar os despojos e recompensas da batalha.
Mas Davi sabia que, apesar das diferentes funções, todos eram importantes e a vitória viera das mãos de Deus.
Assim sendo, Davi estabeleceu uma nova diretriz para todo o Israel, todos receberiam recompensa, mesmo os que trabalhavam por “trás das cortinas”.
Não é essa uma grande lição?
Para Deus não importa se estamos na frente dos holofotes ou se somos desconhecidos e anônimos.
Ele reconhece nosso valor e nos recompensa a todos.
Aos olhos de Deus, tudo que fazemos para Sua glória e com a motivação correta é um trabalho valioso, mesmo que seja oferecer um copo d’água a uma pessoa sedenta.

Você é um adorador?

“… apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).

Uma das grandes dificuldades que temos quanto à adoração deve-se ao fato de constantemente dependermos de fatores tão diversificados para nos alegrar.
Se o tempo não está bom, reagimos negativamente e já deixamos a nossa adoração em segundo plano.
Se nossa conta bancária não vai bem, não adoramos a Deus da maneira como deveríamos.
Se os nossos relacionamentos pessoais e/ou familiares não vão bem, nossa adoração a Deus não vai bem.
Nós temos condicionado nossa adoração a várias circunstâncias que podem estar positivas ou negativas.
Precisamos entender, em caráter de urgência, que Deus é a fonte de nossa alegria e o objetivo da nossa adoração.
Tudo vem Dele e para Ele retornamos em tributo, adoração e louvor.
O adorador não é aquele que vai a uma determinada reunião da sua igreja para receber o que o dirigente de música ou o solista, ou quem quer que seja, tenha para lhe oferecer.
Não!
O adorador é alguém que tem um compromisso com Deus, que está ali porque quer oferecer algo a Deus, ele quer oferecer um sacrifício vivo, seja o seu próprio corpo em adoração a Deus, sejam as suas ações, as suas atitudes, os seus recursos financeiros.

Ele se importa

“Defende a minha causa e liberta-me, vivifica-me, segundo a tua promessa” (Salmo 119:154).

Muitas vezes nós estamos passando por situações difíceis ou temos casos na justiça, quer trabalhistas ou de partilhas de bens e a situação é sempre desagradável.
Às vezes pensamos que estamos sozinhos, nos sentimos abandonados e desamparados quando todos já fizeram mau juízo a nosso respeito.
Mas lembre-se, você não está só.
Deus é aquele que julga a nossa causa, Deus é aquele que nos ampara e que nos dirige.
Você talvez esteja se sentindo desamparado e abandonado; entenda, Deus é aquele que está ao seu lado e é o melhor advogado que podemos ter.
Em Romanos capítulo 8 no versículo 31, a palavra de Deus nos diz algo extremamente importante que precisamos aprender a pôr em pratica em nossas vidas e confiar no que a palavra de Deus nos diz: “Que diremos, pois, à vista destas cousas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.
Que conforto!
Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Nós temos um Deus que tem o cuidado de zelar pelas nossas vidas e se estamos diante de um tribunal e ninguém se importa, ninguém está interessado em nosso caso, a justiça parece estar distante, e nós consideramos que tudo está perdido, devemos nos lembrar: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.

 

Prioridade da igreja

“Perseverando unânimes todos os dias no templo…”; “louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que iam sendo salvos” (Atos 2:46a; 47).

A igreja nasceu no coração de Deus. Ela é a união dos que se dizem cristãos.
O Espírito Santo sustenta a igreja e a mantém unida.
Ela deve trabalhar para o Reino de Deus através da pregação do Evangelho.
Aliás, pregar o Evangelho é nossa obrigação, sempre preparados para agradar a Deus e não às pessoas.
Devemos pregar a salvação em Cristo.
Paulo foi o maior missionário de que se tem notícia.
Suas cartas são um manual de como dirigir uma igreja, de como servir de exemplo para todos que estiverem sendo alcançados pela palavra de Deus.
Se seguíssemos seus ensinamentos, com certeza, seria mais fácil pregar o Evangelho.
Algumas igrejas pregam o proselitismo esquecendo-se de pregar a salvação em Cristo.
Em Jerusalém, a igreja soube que judeus e gentios estavam juntos servindo a Deus.
Enviaram Barnabé para ver o que estava acontecendo e, ele, chegando em Antioquia ficou maravilhado com o que viu: a união em Cristo.
Devemos cuidar das pessoas e orientá-las para que sejam modificadas pelo Espírito Santo.
Que a igreja sirva de exemplo para os que estão sendo alcançados pela palavra de Deus.

Seja feita a Tua vontade

“… havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” (Atos 12:5).

Muito cuidado com a maneira como você entende os resultados da oração.
A intenção do texto sagrado não é nos ensinar que se orarmos intensamente mudaremos toda e qualquer circunstância e já não mais haverá dor, não haverá problemas.
Veja em Atos 12:2 que Tiago havia sido executado e sabemos que antes dele, também Estevão tinha sido executado por apedrejamento.
Será que a igreja não orou por eles? Será que Tiago e Estevão não tiveram fé?
O que dizer ainda do fato de que os apóstolos foram mortos violentamente, excetuando-se João?
Orando incessantemente ou orando intensamente.
É muito curioso que a mesma construção gramatical apareça em Lucas 22:44 quando o mesmo autor de Atos relata que Jesus ora intensamente, uma luta em oração não para que as circunstâncias sejam simplesmente alteradas, mas para que a vontade de Deus seja feita.
Portanto, nunca diga a alguém que está enfrentando uma angústia muito grande que certamente se ele tiver fé ou se ele orar, as circunstâncias serão mudadas, porque nem sempre é assim.
Jesus, depois de orar angustiado, levantou-se corajosamente para enfrentar a mais difícil experiência que alguém poderia enfrentar.
É exatamente este tipo de oração que devemos praticar: aquela que aceita a vontade de Deus.

Qual caminho escolher?

“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam” (Provérbios 4:18, 19).

Veja que contraste. De um lado, o justo caminha sob a luz da aurora e a luz vai brilhando cada vez mais até ser dia perfeito.
Do outro lado, nós temos o perverso que caminha sob densa escuridão e quando tropeça sequer sabe no que tropeçou.
Enquanto os justos caminham em luz sempre crescente, os perversos caminham em escuridão, em trevas profundas.
Se escolhemos o caminho da sabedoria, o caminho de Deus, caminharemos por uma estrada plana e tranquila, em paz, apesar das dificuldades.
Se escolhermos o caminho dos insensatos, caminharemos por caminhos tortuosos, problemáticos e difíceis.
A grande questão que eu e você precisamos responder é que caminho tomaremos.
Por onde você tem andado?
Você tem seguido o caminho da sabedoria?
Ou você tem seguido o caminho dos tolos? Lembrese
que o caminho da sabedoria é aquele que termina em vida, mas o caminho dos perversos
termina em morte (Provérbios 14:12).
Eu quero convidar você hoje a fazer uma boa escolha: siga pelo caminho de Deus, siga
pelo caminho da sabedoria.

A unidade que Jesus ensina

“Pois receio que, quando chegar, não vos ache como eu vos quero, e eu seja achado de vós como não me quereis: que, de alguma maneira haja
contendas, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos” (2 Coríntios 12:20).

A comunhão entre o povo de Deus é muito importante.
Devemos nos preocupar com os nossos irmãos.
Paulo pregava muito a união entre os membros da igreja.
A vida de Paulo era ligada a de seus convertidos e ele tinha um imenso amor por eles…
Deus quer que sejamos unidos. Quando Jesus se preparou para morrer disse: “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:21).
O amor verdadeiro obedece aos mandamentos de Jesus.
Como bons cristãos, devemos colocar em prática a unidade.
A unidade real requer humildade, amor pelos irmãos e, acima de tudo, amor pelo Senhor e por Sua Palavra.
A unidade que o Senhor quer é aquela que está entre Ele e os seus seguidores.
Devemos respeitar o choro do irmão sem julgá-lo.
Permitir que o irmão fale tudo que está em seu coração, ouvindo com paciência e atenção.
A Bíblia ensina que devemos chorar com os que choram (Romanos 12:15).
Que Deus nos ajude a desenvolver a mente de Cristo para servi-Lo juntos!

Fiéis no pouco e no muito

“Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?” (Lucas 16:11).

Jesus apontou acertadamente a importância da obediência, da fidelidade nas pequenas coisas e os grandes resultados disso: “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mateus 25:21)
O contexto nos revela duas coisas importantes: responsabilidade e alegria.
Aqueles que cumprem fielmente seu papel de “servo”, recebem como recompensa mais recursos para serem administrados e a alegria dispensada pelo seu Mestre e Senhor.
O ponto é que devemos ser obedientes, responsáveis pelos recursos que Deus nos confia aqui hoje, pois um dia Ele nos confiará recursos eternos, bem como alegrias eternas.
Pense: uma das grandes funções desta vida é nos preparar para a próxima.
Mas, lemos muito mais as revistas, os periódicos e jornais do que lemos a Bíblia.
Preocupamo-nos mais com ‘coisas’ do que com ‘pessoas’.
Será que estamos sendo obedientes na utilização de nossos recursos?
Segundo Lutero, nossos calendários deveriam ter apenas dois dias, o dia de Hoje e o Dia do nosso encontro com Cristo.
Faz sentido.
Afinal de contas, estamos escrevendo nossas biografias obedecendo a Deus com nossos recursos ou desobedecendo-O.

Transformação

“Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele” (João 2:11).

Enquanto o homem confia nas suas superstições, enquanto o homem confia simplesmente naquilo que o homem pode fazer por ele, a vida continua apática, sem cor,
desprovida de tudo aquilo que, de fato, Deus deseja fazer; Deus quer estar conosco.
Deus quer mudar aquelas áreas da nossa vida que não estão certas; Deus quer que nós também possamos nos tornar testemunhas deste evangelho; Deus quer que nós nos tornemos este grande exemplo de que o evangelho funciona.
Vivemos em uma época em que tantas pessoas falam em nome do evangelho, dizem coisas em nome do evangelho, professam ter conhecido a Cristo, mas as suas vidas não foram transformadas em absolutamente nada.
Dentro deste contexto que vivemos, dentro desta esfera social onde professar o nome de Jesus parece ter se transformado apenas em uma grife, apenas numa marca de roupa, em uma opção social apenas, Jesus Cristo quer retomar as nossas vidas em Suas poderosas mãos.
Jesus Cristo quer através do poder da Sua palavra e do Seu Espírito Santo transformar as nossas vidas, mudar-nos completamente.
Assim como naquele pequeno vilarejo de Caná da Galileia, Ele transformou a água em vinho, Cristo quer transformar a mim e a você.

O amor que socorre

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).

Em sua 2 carta aos Coríntios, capítulos 8 e 9 o apóstolo Paulo incentiva os coríntios a participarem da assistência aos necessitados da Judeia.
Aprendemos nesses capítulos como deve ser o verdadeiro amor entre irmãos.
Precisamos lembrar sempre que é um privilégio ajudar os necessitados, e que é melhor dar do que receber.
Os recursos que o Senhor nos concede devem ser usados no serviço a Deus.
No capítulo 8 versículos 8 a 15 dessa carta, vemos Paulo incentivando os coríntios a contribuírem com amor e não por obrigação.
Paulo cita como exemplo, Jesus, que se fez pobre por causa do imenso amor que sente por nós.
Através de sua pobreza, aqui na terra, percebemos as riquezas espirituais que Ele pregou, com tanta humildade.
Paulo nos ensina que ninguém deve dar acima de suas condições.
Também não diz que devemos ficar sobrecarregados enquanto outros não cooperam.
Ele diz, sim, que deve haver igualdade entre os irmãos.
Não encontramos nas Escrituras relato de que alguns discípulos de Jesus passavam fome enquanto outros viviam na abundância.
O cristão que não socorre os necessitados não mostra o Amor de Deus em sua vida.