Vida de serviço

“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15).

É bastante curioso que hoje existam tantos “evangelhos”: evangelho da prosperidade, evangelho da batalha espiritual, mas o evangelho que Jesus nos apresenta é o evangelho que precisamos ter a coragem de nos curvar.
É o que gostaria de chamar de evangelho do serviço.
E para servir é preciso ser muito corajoso porque existem implicações gigantescas por trás disso.
A atitude de serviço exige que tenhamos plena confiança em Deus para fazermos aquilo que Ele pediu que fizéssemos.
A palavra de Deus no evangelho de João 13:1-17 nos traz uma história bastante interessante que ilustra perfeitamente este exemplo de coragem exercido por Jesus, Ele lavou os pés de Seus discípulos.
Essa passagem nos mostra como se dá o serviço, a coragem de servir numa sociedade que já não tem essa ousadia.
Curvar-se diante do esposo, da esposa, o filho diante do pai, honrar os pais, ter uma atitude de serviço na comunidade, tudo isso exige muita coragem.
E só existe uma causa apropriada: amor.
O v. 1 nos demonstra isso (“tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim”).
O termo para ‘amor’ utilizado aqui é a palavra ágape que descreve um amor altruísta, amor desprendido que dá sem esperar absolutamente nada em troca.

Uma milha a mais…

“Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?” (Mateus 5:46).

Você já parou para pensar que ser cristão implica que fazemos algo que os outros não fazem?
Que devemos ir além?
No versículo do início podemos observar claramente que os publicanos amam seus amigos.
Isto quer dizer que sua estrutura natural os inclina nesta direção.
E na verdade este é um conceito geral das relações humanas, devemos fazer o bem àqueles que nos fazem o bem, devemos ser amigos daqueles que são nossos amigos.
Dias atrás, eu estava conversando ao telefone com uma pessoa e ele me disse: “eu tenho uma dívida de gratidão com fulano, pois ele me ajudou muito, por isso todas as vezes que ele precisar pode contar comigo”.
Fazer o bem a quem nos faz bem é uma premissa universalmente aceita.
Os publicanos eram homens de má reputação, mas eram pessoas gratas àqueles que os ajudavam, e assim eram amigos e faziam bem aos seus amigos.
Alguém me disse a seguinte frase: “para os amigos tudo, para os inimigos a lei”.
Essa era a mentalidade que os publicanos tinham, mas para mim e para você, quanto a nós que cremos em Jesus, Ele nos diz que nós devemos ir além, devemos amar os nossos inimigos, amar àqueles que nos odeiam, orar por aqueles que nos perseguem (Lucas 6:27-29).

Unidade e Diversidade

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo” (1 Coríntios 12:12).

Uma das maiores dádivas que recebemos de Deus é a presença do Seu Espírito em nós, Ele nos guia, ensina, fortalece e nos capacita a vivermos extraordinariamente.
Esta vida extraordinária nos capacita a viver em paz com as pessoas à nossa volta (Efésios 4:3).
Mas, é importante lembrar que relação de paz com as pessoas à nossa volta não significa de modo algum uniformidade.
Somos diferentes uns dos outros: estilos, habilidades, personalidades…
Estas diferenças não são ruins, são boas!
No entanto, para desfrutarmos dos benefícios destas diferenças devemos ter a mesma perspectiva de Deus quanto à diversidade.
Agradeça a Deus pelas pessoas criadas segundo Sua multiforme sabedoria (1 Pedro 4:10).
Concentre-se nas virtudes das pessoas diferentes de você e não em seus defeitos.
Passe a falar bem dessas pessoas concentrando-se naquilo que é virtuoso.
Seja cordial mesmo quando se sentir irritado.
Jesus ao escolher discípulos tão diferentes e transformá-los numa equipe nos ensina que devemos aprender a viver e trabalhar com a diversidade.
Além disso, Ele nos deu Seu Espírito para que tenhamos a capacidade de levar a termo a lição aprendida.

Fiéis no pouco

“Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que glorifiquem a Deus pelas boas obras que em vós observem” (1 Pedro 2:12).

Certa vez um pregador mudou-se para Houston, Texas, e, poucos dias depois que chegou, teve que ir de ônibus de sua casa até o centro da cidade.
Quando se sentou, descobriu ter recebido 25 centavos a mais no troco e pensou: É melhor devolver os 25 centavos.
Ah, são apenas 25 centavos.
Quem se preocuparia por quantia tão pequena?
Quando chegou ao ponto onde desceria do ônibus, parou momentaneamente na porta, então entregou a moeda ao motorista e disse: Tome, você me deu troco a mais.
O motorista, com um sorriso, respondeu: Você é o novo pregador, não é? Eu tenho pensado sobre ir lhe ouvir.
Eu queria apenas ver o que você faria se eu lhe desse troco a mais.
Quando o pregador saiu do ônibus, agarrou-se literalmente ao poste mais próximo e exclamou: Oh, meu Deus, me perdoe!
Eu quase vendi seu filho por vinte e cinco centavos.
Quando consideramos essa história podemos parar para refletir nas oportunidades que diariamente temos de glorificar o nome de Deus através de nossas ações ou de envergonharmos, vendermos o nome do Deus que nos deu a vida.
Estejamos atentos às nossas atitudes no dia a dia.

Novidade de Vida

“Cantai ao Senhor um cântico novo, porque fez maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a salvação. O Senhor fez notória a sua salvação, manifestou a sua justiça perante os olhos dos gentios. Lembrou-se da sua benignidade e da sua verdade para com a casa de Israel; todas as extremidades da terra viram a salvação do nosso Deus” (Salmo 98:1-3).

O Salmo 98 nos versículos de 1 a 3 celebra a vitória do rei e faz em contraste da velha
canção com a nova canção.
Nova canção não é você ter apenas novos ritmos, novas músicas, mas está relacionado à nossa percepção da vida, identificarmos as ações de Deus em nosso cotidiano.
É saber que, como pastor eu não posso viver reclamando de minha igreja e que, como ovelha, eu não posso passar a vida reclamando de minha liderança; é trocar a minha linguagem por uma linguagem que celebra a grandeza de Deus.
Assim, a nova canção será nova porque celebra um novo ato gracioso de Deus e Deus tem feito muitas coisas em nossas vidas.
Tudo o que precisamos fazer é não nos acomodarmos com estes padrões antigos de cabos desconectados, precisamos nos abrir inteiramente para aquilo que Deus quer fazer em nós.
O meu convite para você hoje é que você possa cantar um cântico novo ao Senhor, mas por qual razão?
Porque Ele tem feito maravilhas, a Sua destra e Seu braço santo lhe alcançaram vitória.

Amar e perdoar

“Amado, não imites o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus” (3 João 11).

Nós somos recipientes da graça de Deus e devemos permitir que a graça de Deus atue em nós e através de nós, estendendo assim o amor àqueles que nos odeiam.
Assim o resultado deve ser:
1. Bendizer aqueles que nos perseguem: Lucas 6:27, 28.
Isso implica em não responder no mesmo tom que os nossos adversários falam, e na ausência deles devemos reconhecer suas virtudes. Veja 1 Pedro 3:9.
2. Fazer o bem àqueles que nos odeiam: Neste ponto deixamos o campo da retórica e partimos para o campo da ação.
Isso é importante porque o amor é melhor demonstrado por boas ações que por boas palavras. Romanos 12:21.
3. Devemos orar por eles: O próprio Senhor Jesus passou por esta experiência e do alto da cruz disse: Pai perdoa lhes pois não sabem o que fazem.
Também Estevão fez o mesmo enquanto era apedrejado; sua oração foi: “Senhor, não lhes imputes este pecado”. Atos 8:60.
Quando ofendidos temos uma oportunidade de nos conformarmos com a imagem de Jesus aceitando Seu exemplo.
Orar por aqueles que nos ofendem nos liberta dos riscos da falsidade, pois, ainda que possamos publicamente fingir ter perdoado alguém, na privacidade da oração nosso interior se revela.

Vai valer a pena

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram” (Mateus 7:13-14).

O caminho mais curto, a subida mais leve, a estrada mais bem pavimentada é costumeiramente
nossa escolha se comparados ao caminho longo, à subida íngreme, à estrada esburacada.
Mas quando se trata da nossa vida espiritual, raramente o caminho mais fácil é o que conduz ao melhor destino.
Jesus já nos preveniu em Mateus 7 que o caminho mais fácil, o caminho largo é o que leva à destruição.
Em nossa caminhada cristã geralmente enfrentamos dificuldades.
Lembra-se do que disse Jesus em João 16:33?
“No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.
A porta é estreita, o caminho é apertado mas eles conduzem à vida, à vida eterna!
As dificuldades virão, as tribulações chegarão até nós, mas devemos permanecer fiéis porque a recompensa virá, o destino que nos aguarda vale a pena.
Não ande por atalhos, não trilhe pelo caminho da injustiça.
Vai valer a pena!

Que darei ao Senhor?

“Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” (Salmo 116:12).

Neste Salmo (vs. 12-16) Davi fala como ele deve responder aos benefícios que o Senhor tem dado, ou seja, Deus frustrou todos os agoureiros que estavam à volta dele, Deus frustrou todos aqueles que disseram: “não, não há esperança para você”, e sabe querido leitor, Deus tem feito isso constantemente.
Talvez muitas pessoas olhem para você e acreditem que não há mais saída para a sua situação, que Deus não vai fazer nada por você, mas Deus está muito interessado na sua vida e Ele é poderoso para mudar as circunstâncias em que você está inserido.
Muito mais importante que mudar as circunstâncias, Ele é poderoso para mudar as nossas vidas, para mudar o estado interior em que nós estamos, pois é exatamente isto que aconteceu com o salmista.
Mas o que oferecer a Deus por tantos benefícios, tantas bênçãos, tantos livramentos?
A pergunta do salmista no v. 12 é a seguinte: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?”.
Como eu posso pagar a Deus de volta?
Como posso devolver a Deus tudo o que Ele me tem feito?
A resposta é a seguinte: nós não podemos.
Nós não podemos pagar Deus, nós não podemos devolver a Deus.
Tudo que recebemos é pela graça de Deus: não merecemos, mas recebemos apenas por causa da Sua graça.

Caminho estreito

“Por quarenta dias foi tentado pelo diabo. Naqueles dias não comeu coisa alguma, e terminados eles, teve fome” (Lucas 4:2).

Quando Jesus foi tentado a negociar com o diabo, Jesus simplesmente rejeitou, baseado no fato de que só Deus deveria ser adorado.
Está aí uma grande lição: não devemos negociar com o diabo e seus asseclas.
Jesus conquistou o Direito e a Soberania sobre todos os reinos, enfrentando o sofrimento, a cruz, e triunfando através da ressurreição.
Era como se o diabo estivesse dizendo a Jesus: “olha, você não precisa sofrer, você não precisa enfrentar a cruz, você vai receber todas essas coisas se simplesmente você me adorar”.
Mas Jesus não aceitou fazer isso.
Ele preferiu enfrentar o sofrimento, a cruz e triunfar através da ressurreição.
Pelo caminho da fidelidade ao Pai, pelo caminho do amor infalível, Jesus aceitou a cruz, e assim Ele é quem é: Soberano sobre os reis da terra.
Assim como você não pode mudar uma pergunta para encaixar-se numa resposta, você não pode comprometer os seus valores, os seus princípios da palavra de Deus, não importa o que você esteja enfrentando.
Mesmo no sofrimento, dificuldades e pressões, não negocie e faça o que é certo.
Seja fiel à sua família, à sua fé, ao seu ministério, porque Jesus nos demonstrou que é assim que encontramos a vitória.

O silêncio

“… para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).

Quantas vezes em sua vida você já teve a impressão de que estava só?
Uma das grandes lutas do cristão é quando não conseguimos ver Deus em momentos de silêncio.
Acredite, Ele está ao seu lado, ainda que você não O possa ver ou ouvir.
Em Mateus 26:17-19, encontramos os discípulos em um momento de festa, aqueles homens estavam celebrando a Páscoa.
Esses discípulos estão no melhor momento de suas vidas, eles eram homens simples e agora são os discípulos de Jesus.
Mas eles não imaginavam o que aconteceria ainda naquele dia.
A traição, os açoites, o julgamento e a crucificação de Jesus.
É dessa forma que muitas vezes chegam os nossos momentos difíceis, sem que estivéssemos esperando.
Uma enfermidade, o fim de um relacionamento, é o aviso que você está desempregado ou falido.
Jesus foi crucificado e morreu na tarde de sexta feira, e para esses discípulos, Jesus havia ido embora, tudo o que eles tinham agora era o silêncio.
Talvez você esteja no meio de uma tempestade, em meio à aflição, mas lembre-se: “tenha paz em Cristo, tenha bom ânimo porque Ele venceu o mundo”.
O domingo desponta com a ressurreição, o socorro, a providência, a graça, o perdão, o consolo, a cura, a vida. Jesus ressuscitou e isso nos garante a vitória!