Grande Deus

“Pois Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2:13).

Em Filipenses o apóstolo Paulo enfatiza que tudo devemos apresentar a Deus.
Todas as coisas e necessidades.
Nós podemos apresentar todas as coisas ao nosso Deus em oração.
E isso é uma grande bênção.
Nada é tão grande para o Poder de Deus, e nada é tão pequeno para o Seu cuidado paternal.
Deus é o Deus Todo Poderoso.
Não existem desafios na nossa vida que sejam maiores do que Ele.
Se temos um grande Deus então temos pequenos problemas.
O ponto central é que não existem desafios tão grandes para Deus que Ele não possa vencer.
Por outro lado, não existem coisas tão pequenas e insignificantes para Deus, que Ele como Pai, não queira olhar, dar atenção e tratar.
Deus está sempre interessado.
Sendo filhos de Deus como somos, sejam coisas grandes ou pequenas, devemos lembrar que Deus, o nosso Pai, está interessado em todas as coisas.
Seja nos nossos pequenos triunfos ou nos nossos grandes desapontamentos, Deus está sempre presente e interessado em nossas vidas.
Portanto, nós precisamos em fé, criarmos o hábito de apresentarmos todas as coisas para o nosso Deus, porque Ele está interessado, e tem a intenção de nos ajudar em nossos desafios.
Nós servimos um Deus que é o Todo Poderoso, que é o Deus Onipresente.

Este mundo tenebroso

“Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, mas não vos fartais; vesti-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe salário num saco furado” (Ageu 1:7).

Vivemos em um mundo globalizado, egoísta e consumista.
O panorama atual é assustador.
Pessoas que se dizem evangélicas, crentes, mentem, enganam, participam de negócios escusos, são envolvidas em escândalos.
Escandalizam o Evangelho com suas falcatruas.
Que mundo é este em que vivemos?
O consumismo tomou conta de ricos e pobres.
Pessoas se endividam.
Todos querem ter um carro zero, mesmo sem ter condições de pagar as prestações.
As crianças só querem usar roupas de marcas, celulares do último modelo, mesmo possuindo um aparelho bom e em condições de uso.
A propaganda na mídia estimula a compra de eletrônicos cada vez mais caros, parece que ninguém mais se contenta com o que tem, mas vive cobiçando os bens alheios.
Quanta verdade no versículo acima!
Que atual é a Palavra do nosso Deus!
O versículo 5 de Ageu capítulo 1 diz: “Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Aplicai os vossos corações aos vossos caminhos”.
Mas, como discernir o que é certo para os nossos caminhos?
A palavra de Deus nos ensina: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).

Basta-me Jesus

“Então Jesus lhes disse: A luz ainda está convosco por um pouco. Andai enquanto tende luz, para que as trevas não vos apanhem. Quem anda nas trevas não sabe para onde vai” (João 12:35).

Quando eu era menino, tinha muito medo do escuro.
Aliás, há quem diga que já nascemos com medo do escuro.
Tudo que eu precisava era a presença de alguém, para me trazer conforto, consolo e segurança.
Hoje sou pai, e vi meus filhos quando eram pequenos acordarem, às vezes, assustados, por causa da escuridão.
Eles me chamavam e eu prontamente ia ao encontro deles.
Então eles apontavam para alguma sombra.
Estavam assustados com medo de que aquela sombra pudesse lhes fazer algum mal.
Mas, bastava a minha presença; não era preciso sequer acender alguma lâmpada ou usar uma lanterna.
Bastava a minha presença e o medo das trevas, o medo das sombras, as incertezas das crianças desapareciam…
Creio que você já teve essa experiência, como pai/mãe ou como filho.
Agora, adulto, se as trevas me envolvem por alguma razão, se eu não consigo enxergar o amanhã, se crises de proporções gigantescas me assolam, basta-me uma coisa, não apenas a bênção (tão desejada por tantos), não apenas a solução dos problemas, como se resolvê-los fosse apertar o interruptor da solução econômica, ou o que quer que seja.
Basta-me apenas uma coisa: JESUS.
Não reclame mais das trevas.
Jesus é Quem ilumina todos os compartimentos secretos de nossa vida.

Divina Providência

“Partindo, pois, os discípulos, foram à cidade, onde acharam tudo como ele lhes dissera, e prepararam a páscoa” (Marcos 14:16).

Os discípulos de Jesus querem saber onde deveriam “preparar” a páscoa.
Na mente dos discípulos eles são os anfitriões e Jesus o convidado.
Mas, rapidamente as posições começam a se inverter quando Jesus passa a instruí-los.
A) Vos sairá ao encontro um homem trazendo um cântaro (v. 13).
Essa era uma atividade mais comum às mulheres (vide Gênesis 24:14 e João 4:7).
Os homens normalmente carregavam maior quantidade de água em recipientes de couro transportado por animais.
Um sinal pré-arranjado!
Seria como dizer: no meio de várias pessoas usando guarda-chuvas vocês encontrarão uma pessoa com uma sombrinha.
B) Segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu aposento no qual hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?
E ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobiliado e pronto; ali fazei os preparativos.
E achando tudo como Jesus lhes tinha dito, “Prepararam a Páscoa” (versículos 14 e 15).
Algumas vezes pensamos como os discípulos que somos os anfitriões, mas na verdade somos os convidados!
Deus nunca nos pede para fazermos algo ou vivermos algo sem que Ele nos prepare algo.

Crer no Invisível

“Porquanto (Moisés) considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão” (Hebreus 11:26).

Se nós temos fé em Deus, somos pessoas dispostas a abrir mão de pessoas, de circunstâncias, de prazeres transitórios.
Deixe a tentação ficar onde ela está.
Não crie falsas expectativas, siga sempre a voz de Deus.
Moisés estava disposto a enfrentar os sofrimentos e as dificuldades por causa de Deus.
Pela fé ele abandonou o Egito e nem ficou amedrontado pela cólera do rei, antes permaneceu firme como quem vê Aquele que é Invisível.
Moisés não teve medo das circunstâncias.
Moisés não ficou assustado com o que poderia acontecer.
E a razão pela qual Moisés teve coragem de abrir mão de relacionamentos, de ‘status’, de prazeres transitórios, a razão pela qual ele
teve ousadia de enfrentar dificuldades e angústias pela fé, é porque Moisés permaneceu firme como quem vê Aquele que é Invisível.
Todos os dias podemos ver os prazeres transitórios que normalmente são atraentes como um ímã.
Ou, por outro lado podemos ver Deus.
Nós podemos ver a estabilidade de relacionamentos, ainda que prejudiciais à nossa fé, ou podemos ver Deus.
Se você ousar crer em Deus eu garanto que muitas circunstâncias em sua vida serão transformadas.

Cuidado!

“Ninguém ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um e tentado pela própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:13-15).

Nesse texto é como se Tiago, o irmão do Senhor Jesus, dissesse: “Cuidado com o que você brinca!”.
O autor dessa carta de 5 capítulos é Tiago (Marcos 6:3) que, de acordo com o livro de Atos, se tornou líder da igreja em Jerusalém.
O livro de Tiago é um livro de sabedoria prática, de lições objetivas como por exemplo: Cuidado com a língua!
Ele escreve a Cristãos que se dispersaram por conta de dois incidentes descritos no livro de Atos: o apedrejamento de Estevão e a perseguição do governante Herodes Agripa I.
E nos seus conselhos práticos e variados ele nos ensina sobre “Cuidado com o que você brinca!”.
As pessoas brincam com o pecado, pensam que pecado é apenas uma palavra religiosa para descrever freios sociais.
Mas o pecado, na verdade, tem as suas consequências, ninguém fica impune quando brinca com o pecado…
Ele causa todo caos instalado, toda corrupção, dor, sofrimento, desequilíbrio ecológico e morte!
Que Deus nos dê a graça de em sua geração de vida termos o devido cuidado com aquilo com que brincamos.

Mãos à obra

“Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4).

Jesus chama seus seguidores a fazerem a obra de Deus enquanto temos tempo.
Num sentido tradicional, Deus deu o dia para os homens trabalharem e a noite para descanso.
Jesus faria as obras de Seu Pai sabendo que a sombra da cruz se agigantava.
Não há conclusão mais triste que saber que não há mais tempo para fazer o que deveríamos ter feito.
A Psicologia da religião tem uma estatística muito interessante: conversão a Jesus começa a acontecer entre 7 e 8 anos, cresce gradualmente entre 10 e 11 e cresce rapidamente entre 15 e 16.
Entre os vinte declina consideravelmente e depois dos 30 se torna mais rara.
Façamos a obra de Deus enquanto temos tempo!
Jesus cura o cego de nascença. Ele, a Luz do mundo, deu luz a um homem que jazia nas trevas.
Ele, a Luz do mundo, conseguia enxergar a bondade de Deus mesmo em meio ao sofrimento.
Por outro, lado os religiosos eram incapazes de ver enxergar quem era Jesus…
Para os religiosos, Jesus era um impostor e estavam decididos a não crer…
Já para o homem que fora cego, ele começa a referir-se a Jesus como o ‘homem Jesus’.
Depois como o ‘profeta Jesus’ e finalmente como ‘Senhor’ e objeto de sua adoração.
Quanto mais conhecemos Jesus, maior Ele se torna!
Nele confiamos mesmo quando nos guia por veredas de sofrimento.

Retendo a Palavra

“…, Jesus lhes disse por parábola: Eis que o semeador saiu a semear e, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra e, tendo crescido, secou, por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos, e, estes ao crescerem com ela, a sufocaram; Outra ainda caiu em boa terra, cresceu e produziu a cento por um” (Lucas 8:4-8).

Quando lemos a explicação de Jesus a respeito destas palavras, nós temos a conclusão, no versículo 15: “A que caiu na boa terra, são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a Palavra, estes frutificam com perseverança”.
O que Jesus está falando nesta parábola é sobre a importância da retenção da palavra de Deus.
Ou seja, a importância de praticar-se a palavra de Deus, de colocarmos em prática aquilo que Deus tem nos apresentado.
Um pouco mais adiante, lemos nos versículos 19 a 21, que familiares de Jesus se aproximam d’Ele.
A passagem diz assim: “Vieram ter com Ele, sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se, por causa da concorrência do povo. E lhe comunicaram: Tua mãe, e teus irmãos estão lá fora, e querem ver-te. Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam”.
Do que então Jesus está tratando?
Jesus está tratando da importância de nos curvarmos diante da palavra de Deus.
Assim, em apenas poucos versículos, notamos a insistência de Jesus a respeito de ouvir e praticar.
Creio que isso se resume numa palavra: obedecer.
E nós, temos sido obedientes às palavras de Jesus?

Oportunidade

“Nem ele pecou, nem seus pais…” (João 9:3a).

Embora o pecado, do ponto de vista geral, seja a causados sofrimentos, outras vezes pecados pessoais causem sofrimentos específicos, no entanto, nem todo sofrimento é causado pelo pecado pessoal.
Daí Jesus dizer: “Mas, foi para que se manifestem nele as obras de Deus”.
Outra ocasião em que Jesus faz semelhante afirmação é em João 11:4.
Uma enfermidade para a “glória de Deus”.
Outros exemplos, Jó e Paulo.
Em 2 Coríntios Paulo afirma que lhe foi dado um sofrimento “espinho na carne” a fim de que não se tornasse soberbo.
Nesse caso, o sofrimento lhe servia de freio e não era causado por um pecado, mas uma proteção para não pecar!
Sofrimento, dor, desapontamento, perdas serão sempre oportunidades para a manifestação da graça de Deus.
A) A graça de Deus capacita o sofredor “manifestar” Deus em ação.
A diferença entre aqueles que sofrem com a graça de Deus e aqueles que sofrem sem a graça de Deus é tão diferente quanto o dia é diferente da noite!
B) A graça de Deus nos capacita a ajudar os sofredores a verem “manifestada” em nós as ações de Deus.
Como escreveu Frank Laubach: “Quando Jesus que é o caminho entra em nós passamos a também ser caminho, pois a avenida de Deus passa em nós”.
O sofrimento que encontramos pelo caminho é uma oportunidade para manifestarmos as obras de Deus.

Justo Deus

“Pedro, porém, lhe disse: O teu dinheiro seja contigo para a perdição, pois julgaste adquirir por meio dele o dom de Deus. Arrepende-te,… talvez te seja perdoado o intento do coração” (Atos 8:20; 22).

As palavras do apóstolo nos versículos acima foram proferidas a um certo Simão, que ofereceu dinheiro para manipular o Espírito Santo.
Ainda no livro de Atos vemos que Herodes morreu comido por vermes por não ter dado glórias a Deus.
Ele se opôs à Igreja de Jesus Cristo.
Elimas, o mágico, ficou completamente cego porque se opôs à mensagem do Evangelho.
E, ainda na igreja de Corinto, muitos adoeceram, e outros morreram por pecarem contra a Igreja de Jesus Cristo.
Claro que eu não estou dizendo que toda a enfermidade é por conta de alguma rebeldia.
Pessoas extremamente piedosas adoecem.
O que eu estou dizendo é que não se pode brincar com Deus, não se pode brincar com a Obra de Deus e esperar que nada aconteça.
Deus é um Deus de amor, mas Deus é um Deus justo.
Por isso, na Obra de Deus, todos nós devemos nos perguntar: “Este material que eu estou oferecendo, que eu estou lançando sobre o alicerce é bom? É o mesmo tipo de material que Jesus usaria?”.
Tudo isso quer dizer que importa como adoramos a Deus.
A ignorância não é uma desculpa; a empolgação, o entusiasmo, nada disso é substituto para a obediência.