Oração por poder e percepção

“Por isso também eu, tendo ouvido falar da fé que entre vós há no Senhor Jesus e do vosso amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo,
o Pai glória, vos dê o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele; sendo iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos, e qual a suprema grandeza do seu poder para conosco…” (Efésios 1:15-19).

Você já imaginou ter o apóstolo Paulo em uma reunião de oração?
A maioria dos pedidos de orações dizem respeito a necessidades ou desejos, saúde, um emprego, aquisição de um bem e melhora em algum relacionamento, entre outros.
Mas, a oração de Paulo tem uma profundidade que, para entendê-la, precisaríamos fazer exegese do texto!
Note que ele ora pedindo sabedoria, pleno conhecimento, iluminação dos olhos…
Certamente o que fica evidente é que existem mistérios e tesouros da bênção de Deus que só podemos compreender quando
recebermos essas virtudes.
Não há problema algum em orarmos pedindo a graça e a provisão de Deus para nossas necessidades e desejos.
Mas é preciso dar um passo a mais na oração, pedindo que a sabedoria divina e o conhecimento santo, nos iluminem os olhos para enxergarmos as riquezas que Deus tem nos dado em Cristo.
Tenho certeza que, aqueles que desfrutam de tamanha percepção, nunca mais serão os mesmos.

Firme esperança

“Temos essa consolação como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu” (Hebreus 6:19).

O autor de Hebreus está convicto em sua exposição, de que aquele que segue Jesus tem a maior esperança de todo universo.
E que esperança seria essa?
O texto nos diz: “… segura e firme, e que penetra até o interior do véu”.
Pitágoras disse que a riqueza é uma âncora fraca, e a fama mais fraca ainda.
No mundo antigo, a âncora era um símbolo de esperança.
E, assim como a âncora se agarrava a algo invisível, mas real, e dava segurança aos navios e às embarcações em meio às tempestades, assim também a esperança daqueles que confiam em Deus, pode garantir que Deus jamais os desamparará.
Porque Deus não pode mentir, é impossível que Deus minta.
E nós, assim como Abraão, temos uma âncora segura.
“E assim, tendo Abraão esperado com paciência, alcançou a promessa” (Hebreus 6:15).
Deus nos ouvirá, Deus nos aceitará, porque é impossível que Deus minta.
E, porque Deus não pode mentir, porque é impossível que Ele minta, Suas Promessas são garantidas, nos dão esperança.
E é na Presença de Deus, que podemos ter esperança, a esperança de nos tornarmos pessoas melhores.
“Desejamos que cada um de vós mostre o mesmo zelo até o fim, para completa certeza da esperança” (Hebreus 6:11).

Sim, você pode descansar!

“Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” (Jó 42:2).

Uma mulher disse a um ministro: Qual a sua ideia sobre compromisso?
O pastor segurando uma folha de papel em branco respondeu: É como assinar seu nome na parte inferior desta folha em branco e deixar que Deus preencha o restante como ele quiser.
Muitas vezes falamos em confiar em Deus e descansar na Sua vontade, mas quanto disso é realidade na sua vida?
Uma boa forma de medirmos é o quanto ficamos ansiosos e preocupados com as coisas dessa vida.
A verdade é que infelizmente temos uma perspectiva muito terrena e imediata, queremos o aqui e agora, geração fast food.
Ah, se pudéssemos viver com uma perspectiva eterna, com tudo o que Deus nos preparou, com certeza descansaríamos e viveríamos de forma muito mais abundante.
Veja o caso de Jó.
Ele passa por tudo o que passou, em suma, perdeu praticamente tudo o que tinha.
E a Palavra de Deus diz que tudo estava no controle de Deus, mas Jó não sabia o motivo dos acontecimentos.
Nós conhecemos a perspectiva eterna através da Bíblia, mas para Jó era o que ele vivia naquele difícil momento.
Porém, no final de tudo Jó declara: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” (Jó 42:5).
Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.
Sim, você pode descansar!

Perseverança

“E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles?” (Lucas 18:7).

Jesus, ao falar de oração, contrastou um juiz injusto e uma viúva necessitada (Lucas 18).
Que imagem poderia ser mais proverbial que uma mulher, viúva e carente dependendo da boa vontade de um juiz injusto?
E que personagem poderia representar mais autoridade e força que um juiz?
Na parábola de Jesus, a viúva tem um perseguidor que está tornando sua vida insuportável, ela apela ao juiz que como um iceberg sem vida não demonstra qualquer compaixão, ele é indiferente a todos os apelos.
Mas, não podemos desprezar as habilidades femininas!
Ela decide não dar descanso àquele homem e dia e noite apresenta diante dele o seu caso até que, vencido pelo cansaço, o juiz tem que agir.
A viúva recebe o que é seu por direito.
O que Jesus deseja ensinar?
Que persistência é a chave da vida.
O que você deseja alcançar na vida?
Você precisa de contínua perseverança!
Para vencer o juiz a viúva teve de perseverar.
Claro que Deus não é um juiz iníquo, ao contrário, é o Justo Juiz de toda terra, mas assim como todas as atividades da vida demandam perseverança para serem bem-sucedidas, a vida de oração também.
Se queremos desfrutar dos benefícios da vida de oração, devemos orar incansavelmente.


“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12:7-10).
Qualquer pessoa que leia a carta de Paulo aos Coríntios vê, com clareza, que Paulo lutava com o que ele chamou de “espinho na carne”.
Aliás, Paulo define esse espinho como um “anjo de Satanás” enviado a esbofeteá-lo, isto é golpe após golpe.
Por outro lado, nenhum de nós sabe, exatamente, em que consistiam esses golpes.
Alguns pensam que Paulo sofria de uma enfermidade crônica, outros, de que tinha um problema severo de visão.
O fato é que não sabemos com exatidão. Sabemos, porém, que Paulo orou pedindo a remoção de tal “espinho”, e orou por três vezes.
Por analogia, todos nós temos algum espinho na carne, que são aqueles problemas que parecem ser o mesmo sempre; que parecem se repetir continuamente.
Podemos orar pedindo a remoção?
Sim, certamente!
Podemos orar por várias vezes?
Sim, certamente! Mas, ore sempre confiando que Deus responderá com aquilo que melhor sirva para produzir em nós as virtudes de Cristo.

Oxigênio da Alma

“Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente” (Salmo 105:4).

Não é raro nos depararmos com pessoas que não professam seguir a Jesus e pare cem felizes e bem resolvidos.
O que dizer do “bon vivant” que pouco se importa com seu relacionamento com Deus, oração, bíblia e outras disciplinas espirituais?
Essa questão merece consideração.
Procure olhar mais de perto, procure enxergar além da capa social, veja estrelas e astros que contam com riqueza, poder, influência e acabam usando álcool como antidepressivo.
Mesmo pessoas do quilate de Ernest Hemingway, Jack London e outros gênios da literatura que pareciam ter descoberto o dom de Midas no que diz respeito à riqueza de viver, revelaram corações totalmente apáticos e desesperadamente sem vida real.
Olhe cuidadosamente e você verá milhões de pessoas pateticamente convertendo em ídolo qualquer membro da indústria do entretenimento, torcedores idolatram seus clubes, tietes idolatram seus cantores.
A verdade é que somos todos feitos do mesmo material frágil e carecemos todos da vida que apenas Deus pode oferecer.
Assim sendo, realmente precisamos conversar com Deus, abrir nosso coração, apresentar-lhe as nossas lutas e dores, não apenas com a expectativa de que Ele algo faça por nós, mas que algo faça em nós.
A oração é oxigênio da alma, hoje converse com Deus.

Sem cessar

“E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer” (Lucas 18:1).

Na passagem acima Jesus faz uma transição interessante: após falar de seu futuro retorno, passa a falar de oração.
Qual seria a relação entre os complexos conceitos da escatologia (estudo dos últimos tempos) e a vida de oração?
Vigilância é a resposta!
O seguidor de Jesus deve manter um coração sensível, atento e uma mente aguçado pelo discernimento do que é bom do que é mau e assim viver como se fosse encontrar com seu Salvador e Senhor a qualquer momento.
Com o intuito de estimular seus discípulos a considerarem os aspectos mais relevantes da oração, Jesus utiliza o contraste como mecanismo de comunicação.
Contrastar é muito poderoso para ativar a mente das pessoas, por exemplo: Tenho um amigo de 1,98 de altura que pesa 130 quilos e seu apelido é 100 gramas.
Aqui o contraste que Jesus apresenta, orar sempre e nunca esmorecer.
Somos confrontados com a inescapável escolha: Ou oramos ou esmorecemos.
Sem oração, a mente é facilmente entorpecida pelas pressões do dia a dia e estas pressões embotam nossa capacidade de vigiar e acabamos por esmorecer.
Hoje temos duas opções, viver sem oração e perder a chama da esperança ou viver em oração plenos de expectativa em relação ao que Deus fará em nós.

Coração voltado para Deus

“Sacrifício agradável a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Salmo 51:17).

Em Joel 1:2-4 vemos que o povo estava sofrendo quando uma praga de gafanhotos arrasou as terras e todas as plantações.
E motivo desse sofrimento é o pecado.
E talvez você diga, mas eu não pequei?
Por que estou sofrendo?
A resposta é: isso acontece por causa Do Pecado, Dos Pecados ou Do Meu Pecado.
Do pecado original que aconteceu no Éden com Adão e Eva.
Como consequência disso, temos uma natureza caída e também vivemos em um mundo caído.
Miséria, morte, enfermidades, dor, etc… (no mundo tereis aflições).
Dos Pecados – sofremos por causa do pecado dos outros.
Que pecado cometeu uma criança que foi abusada?
Nenhum, mas ela sofre o pecado do outro.
Assalto, traição, mentira, enfim, também sofremos pelo pecado dos outros.
Dos meus pecados – sofremos pelas consequências dos nossos próprios pecados.
E um deles é a indiferença em relação a Deus.
Dia após dia, vamos vivendo e nos esquecendo de dar valor para as bênçãos que Deus nos dá; nos lembramos frequentemente daquilo que não está dando certo e não nos importamos com o que deu certo.
Algumas calamidades naturais nos ajudam a lembrar que dependemos exclusivamente de Deus, assim como no tempo de Joel.
Não basta sermos religiosos, nosso compromisso é sermos verdadeiros.
Rasgue seu coração hoje na presença de Deus e receba o socorro em meio à tribulação.

Oração de um homem nobre

“Segunda vez foi Jesus a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E havia ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. Ouvindo este que Jesus vinha da Judéia para a Galileia, foi ter com ele, e rogou-lhe que descesse, e curasse o seu filho, porque já estava à morte. Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis. Disse-lhe o nobre: Senhor, desce, antes que meu filho morra. Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e partiu” (João 4:46-50).

Não resta a menor dúvida de que pobres e carentes dependem do Senhor, e muitos se afadigam na oração dia e noite.
Por outro lado, é um erro pensar que somente os financeiramente pobres precisam do Senhor.
Na verdade, Jesus afirmou em seu conhecido Sermão do Monte, que “Bem-aventurados são os pobres de espírito” (Mateus 5:3).
É na consciência de nossa carência e escassez interior que reside a força motriz da oração.
No texto de João encontramos um homem nobre, um homem de posses, abastado, rico, mas que reconhecia sua necessidade de Jesus.
E em sua carência do coração, foi atendido pelo gracioso Salvador.
Oremos com o coração contrito e carente, conscientes de nossa profunda necessidade da atuação divina.

 

Joia de alto valor

“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Timóteo 3:16).

Existem várias evidências a respeito da verdade de que a Bíblia é a palavra de Deus.
Uma delas é que o próprio texto diz isso acerca de si mesmo.
Quando estudamos as passagens bíblicas, percebemos que todas as passagens que tratam da Natureza da palavra de Deus afirmam que o texto sagrado não é um livro qualquer, mas fruto da Inspiração Divina.
Assim, quando você olha para sua estante e vê esse livro, você não tem simplesmente uma obra de ficção, mas você tem a própria palavra de Deus escrita.
Portanto, a Bíblia, sendo a palavra de Deus, é suficiente para nos fazer compreender tudo o que é essencial a respeito de nosso relacionamento com Deus.
Talvez ela não responda todas as questões que nós gostaríamos que fossem respondidas.
Mas, com certeza, todas aquelas que precisamos que sejam respondidas, estão no texto sagrado.
A Bíblia é capaz de nos preparar para vivermos de uma maneira que agrade a Deus, que o homem de Deus seja habilitado para toda boa obra (2 Timóteo 3:17).
Os livros que compõem a Bíblia são livros inspirados por Deus, e, portanto, determinados por Ele.
A Bíblia é valiosa porque é a palavra de Deus, e não porque alguém decidiu que ela seria valiosa.