O Filho do dono

“Ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam” (Mateus 6:20).

Você já deve ter visto adesivos do tipo “Sou filho do Rei”, “Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono”.
Quem é o primeiro filho do Rei?
Jesus.
Como ele viveu?
Disse que não tinha onde reclinar Sua cabeça (Mateus 8:20).
O que Ele ensinou?
Que o valor de uma pessoa não consiste em seus bens.
Não podemos pensar que a conta bancária seja a autenticação da bênção divina.
O problema com esta falsa crença é que ela pode nos levar a questionar nossa fé ou a fidelidade de Deus.
Lembre-se: o ideal bíblico não é a prosperidade financeira, nem é a privação financeira, mas sim a provisão para todas as nossas necessidades (não voracidades).
Os apóstolos de Jesus nunca receberam casas em condomínios sofisticados em Jerusalém, nenhuma casa próxima ao mar da Galileia.
No entanto, foram pessoas cujo relacionamento com Deus influenciou poderosamente as pessoas a sua volta.
Com isto aprendemos uma importante lição: embora seu bolso esteja vazio, seu coração pode estar cheio da presença de Deus, e esta escolha é sua.
A boa ‘campanha’ de oração será aquela que encha seu coração da presença de Cristo.
Este é o tesouro que nada nem ninguém pode roubar-nos.

Louvai a Deus

“Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos. Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas” (Salmo 105:1, 2).

Neste salmo Davi apresenta um pouco da história de Israel, desde Abraão à peregrinação no deserto e como Deus então moveu milagrosamente o Seu povo até o ponto auge onde Deus apresenta o cumprimento das Suas promessas àquela nação.
O salmista engrandece a Deus pelo Seu amor, pelo Seu cuidado com aqueles que pertencem a Ele.
O salmista faz um convite a todo o povo para que celebrem o nome de Deus, para que celebrem juntamente com ele a grandeza de Deus.
E a razão para a adoração tinha a ver com os atos maravilhosos de Deus ao longo da história; os atos de Deus e o Seu santo nome.
Quando o texto nos fala do santo nome de Deus, isto tem a ver com os seus atributos revelados ao homem, porque o nome de Deus normalmente revela-nos os atributos de Deus.
Por exemplo: ‘El Shaddai’, o Deus todo poderoso, Deus tem o poder sobre todas as coisas, ‘El Gibbor’, o Deus forte, aquele Deus que pode enfrentar os exércitos inimigos e triunfar sobre eles.
O povo de Israel era conclamado a adorar a Deus, a ter um coração grato a Deus baseado nesses dois elementos: os atos maravilhosos de Deus e os atributos maravilhosos de Deus. Hoje este convite se estende a nós.

 

Crer para ver

“Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na Palavra de Jesus e partiu. Já ele descia, quando os servos lhe vieram ao encontro, anunciando-lhe que seu filho vivia” (João 4:50, 51).

Esse milagre de Jesus encontra-se no capítulo 4, versículos 46 a 54 do Evangelho de João.
Aconteceu quando Ele esteve pela segunda vez em Cana da Galileia.
Um alto funcionário do rei tinha um filho que estava muito enfermo.
Soube que Jesus estava de volta a Cana e a esperança se acendeu no coração do pai aflito, que partiu ao encontro de Jesus. Encontrando o Mestre lhe pediu que fosse até seu filho para curá-lo.
Mas, Jesus lhe disse: “Vai teu filho vive” (v.50).
Jesus, muitas vezes, colocava à prova a fé daqueles que Lhe faziam pedidos.
Por quê?
Tudo que Jesus falava, fazia, na Sua Existência entre nós, tinha um motivo.
Os judeus estavam sempre pedindo sinais, prodígios a Deus.
Jesus falou não apenas àquele pai, mas para todos os judeus que queriam ver para crer.
Não era o que o pai esperava, mas sabiamente ele resolveu crer e confiar na palavra de Jesus.
Voltou para casa, confiante, e lá chegando, grande alegria: seu filho havia sido curado.
Falsos profetas, falsos sinais.
Como não sermos enganados hoje?
Precisamos nos fortificar com o estudo da Bíblia, procurarmos a comunhão com o Espírito Santo, e sempre buscar a verdadeira fé em Jesus.

 

Em ação

“… enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18).

O resultado da ação do Espírito na vida do cristão é evidenciado na vida de serviço.
O Espírito Santo não é algo que deve estar presente em nossas vidas para que transformemos o culto numa espécie de show, de apresentação especial.
Em Atos 13:36 vemos que Davi serviu a sua geração, ele foi cheio do Espírito.
Ser cheio do Espírito, não significa manipular ou controlar o Espírito de Deus, mas pelo contrário, deixar que o Espírito de Deus controle as nossas vidas.
Alguém que se torne impregnado pela palavra de Cristo, ou cheio do Espírito Santo, é alguém que vai servir, vai poder exercer uma vida de ministério.
Talvez por vivermos em um período cercado por estratégias, marketing e planejamento dos mais variados, o papel e a ação do Espírito estejam relegados a um segundo plano, mas o cristão que deseja ter uma vida motivada por uma visão teocêntrica, ou seja, Deus no centro da sua vida precisa da ação do Espírito em harmonia com a palavra de Deus em sua vida.
Eric Hoffer disse o seguinte: “a única maneira de prevermos coisas futuras, é termos o poder de transformá-las”, mas de onde vem o poder para transformar as circunstâncias e as situações que enfrentamos?
De nós mesmos?
Absolutamente não, este poder vem de Deus, do Espírito de Deus que em nós habita.

Esperança

“Não quero…, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança” (1 Tessalonicenses 4:13).

Não por poucas vezes fui procurado por pessoas que perguntavam: O que acontecerá comigo quando eu morrer?
O curioso é que estas pessoas eram autênticos cristãos, pessoas que confiavam em Cristo como único e suficiente Salvador, mas não tinham certeza a respeito do que lhes ocorreria caso morressem.
Talvez seja este o seu caso, ou de alguém que você conhece.
A Bíblia tem a resposta para estas questões.
Em 1 Tessalonicenses 4:13-18, o apóstolo esclarece à igreja em Tessalônica o que acontece com o espírito daqueles que creem em Cristo.
É importante lembrar que esta era uma igreja bem recente, o estudioso John MacArthur afirma que esta era uma igreja de poucos meses de estabelecimento.
Tudo lhes era novo…
Por esta razão, tinham dificuldade para entender a verdadeira esperança do cristão, não conseguiam compreender o que aconteceria com aqueles que morreram antes do retorno de Cristo.
Assim Paulo trabalha intensamente com eles para que entendam que Cristo retornará e, assim, aqueles que pertencem a Cristo estarão com Ele para sempre.
Essa também deve ser nossa esperança constante: Ele vai voltar e estaremos para sempre com Ele!
Aleluia!

 

Providência que ensina.

“Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra” (Jonas 2:10).

No livro de Jonas encontramos o extraordinário milagre de ele ter sido engolido por um peixe, após ser lançado ao mar.
Este fato, com certeza, foi providência de Deus.
O mar estava muito agitado, com ondas enormes, e, provavelmente Jonas teria morrido se Deus não tivesse providenciado o peixe que o engoliu.
Jonas havia desobedecido a Deus, e, para que pudesse refletir sobre seu pecado, o Senhor permitiu que ele ficasse sozinho, na escuridão, aterrorizado.
Ficou três dias e três noites e, só então percebeu que estava sofrendo por ter desobedecido ao Senhor.
Só então percebeu o resultado de sua desobediência.
Então Jonas orou a Deus, clamando por socorro.
E, o Senhor, na Sua infinita misericórdia, atendeu ao pedido do profeta.
Às vezes, enfrentamos momentos tão difíceis, que não temos forças para orar.
Nesses momentos a nossa única esperança, é a oração, pois, através dela, podemos sentira Presença de Deus, chegar até o Trono da Graça e colocar nos braços do nosso Senhor o fardo pesado que carregamos!
Muitas vezes o Senhor usa momentos difíceis para nos ensinar a viver.
E, quando passar por momentos difíceis, não pergunte onde está Deus.
Ele continua presente. Lembre-se que é durante a prova que o professor fica em silêncio!

Amor

“… porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Romanos 5:5).

O apóstolo Paulo reforçou a ideia de amor ao próximo quando escreveu sua carta aos Romanos.
‘… o amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor. Romanos 13:10’.
Ao observarmos esse conceito tão sublime, devemos nos lembrar que a verdadeira espiritualidade exige que expressemos amor através de nossas vidas.
Alguém pode dizer, “Eu não tenho problemas em amar o mundo todo; meu problema é amar o meu vizinho”.
Mas talvez seja essa a sua grande chance de demonstrar a característica de uma pessoa verdadeiramente espiritual.
Isso implica em não pagar o mal com o mal.
Quando pensamos na passagem de Romanos 13, percebemos que nós, cristãos, continuamos vivendo sob as leis deste mundo (v. 1).
Porém vemos também que o cristão tem outra cidadania, uma cidadania celestial e por causa dela o cristão tem a sua vida controlada por uma lei superior: o amor.
Onde existe amor, conforme o apóstolo Paulo, não haveria homicídios, desonestidades, roubo ou qualquer outro tipo de egocentrismo.
Por essa razão, o apóstolo Paulo nos diz que quem ama cumpre a lei.
A grande razão é que esse amor não é produto da nossa própria imaginação, nem da nossa força humana, mas é derramado em nossos corações pelo Espírito de Deus (Romanos 5:5).

 

Perdão em ação

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós” (Mateus 6:14).

Para descrever o sentido da palavra ‘perdão’ existem vários termos correlatos no hebraico e no grego: A palavra “kafaf significa cobrir, é como você dissesse “vamos por um pano sobre isto, ou uma pedra sobre isto, deixar para lá”; esta palavra é usada cerca de 10 vezes no sentido de perdoar.
Outra palavra é “nasa”, que significa levantar, o que sugere que quando nós estamos perdoando alguém, nós estamos colocando esta pessoa em pé, nós estamos ajudando essa pessoa a se levantar novamente.
Outra palavra interessante é “aphiemr , que é deixar ir, ou como nós diríamos hoje, “vamos deixar isto para lá”.
Este é um termo grego que é usado cerca de 140 vezes no Novo Testamento.
Também temos a palavra “charizomar , ser gracioso, ou seja, usar graça com as pessoas que nos ofendem, é uma palavra grega usada por cerca de 20 vezes.
Há tantas palavras que descrevem o perdão, mas o perdão não pode ser apenas uma palavra, o perdão precisa ser uma ação.
Deus deseja que tenhamos esta atitude.
É importante lembrarmos que quando olhamos com olhos de misericórdia e oferecemos aquilo que Deus espera que ofereçamos, então viveremos uma vida mais plena, viveremos uma vida melhor.

 

Deus é o mesmo

“Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” (Malaquias 3:6).

Neste texto, Deus contrasta sua imutabilidade, ou seja, o fato de que ele não muda, com a nação de Israel ou, se preferir, os filhos de Jacó.
Deus não muda no que diz respeito aos seus dons e vocações.
Ainda que Israel merecesse ser destruído, a garantia deles é que Deus não muda e Ele cumprirá todos os Seus propósitos para com a nação.
O apóstolo Paulo fez um maravilhoso comentário sobre esta imutabilidade de Deus.
“Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Romanos 11:28, 29).
Assim sendo, Deus estava garantindo a Israel que Ele iria purificar a nação por meio do Seu julgamento, a fim de harmonizá-los com Sua vontade.
A existência de Israel descansa sobre a promessa de que Deus não muda.
Pense comigo: o poder de Deus e qualquer um dos seus atributos não estão velhos, os atributos de Deus não têm data de validade.
Sua sabedoria é a mesma, Sua capacidade de estar presente em todos os lugares é a mesma, Sua capacidade de conhecer todas as coisas é a mesma, Sua justiça é a mesma, Sua verdade é a mesma.
O amor de Deus é o mesmo.
Não podemos pensar que de alguma forma o amor de Deus por nós tenha desbotado.
Deus continua nos amando como sempre.
Nossa garantia de vida eterna de existência repousa sobre a bonda-de do Deus que não muda.

Perdão

“Disse-me o Senhor: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas” (Oséias 3:1).

No livro “Perdão Incondicional”, encontramos uma avaliação bem interessante a respeito deste texto de Oséias, onde diz assim: “Depois do calvário, a mais bela história de amor incondicional da Bíblia, encontra-se no Antigo Testamento, no livro de Oséias, fala do amor perdoador que o mundo não compreende”.
O profeta Oséias casou-se com uma prostituta.
Não deve ser difícil imaginar os insultos e o ridículo de que deve ter sido alvo, quando, em obediência a Deus, ele pregava a mensagem do arrependimento e perdão ao povo do Israel.
Imagine Oséias pregando e um agitador se levanta e zomba dele: “Oséias, você sabe o que a sua mulher está fazendo enquanto você está aqui pregando para nós pecadores? Você sabe com quem ela esteve ontem?”
Qual seria a resposta de Oséias?
Imagino que ele reduziria o agitador dizendo: “Quando você a vir de novo, diga-lhe que eu a amo”, isso é amor incondicional.
Deus continua amando a seu povo, disposto a perdoar.
Deus está sempre disposto a perdoar, o ponto é que ele espera que eu e você façamos o mesmo, façamos o mesmo com aqueles que são infiéis, com aqueles que parecem não merecer nosso perdão.