“Estas são as gerações de Jacó: Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; e estava este mancebo com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia uma má fama deles a seu pai” (Gênesis 37:2).

Abraão teve dois filhos: Ismael, filho de Hagar, serva de Sara, e Isaque, filho de Sara.

Isaque por sua vez teve dois filhos: Esaú e Jacó.

O segundo tem uma história bem interessante.

Um nome sugestivo: enganador.

Mas, ele teve o seu caráter transformado, bem como o seu nome, de Jacó para Israel, ”Príncipe com Deus ou Campeão com Deus”. Jacó teve uma grande família.

Doze filhos e uma filha. José era um desses filhos, e com a vida de José nós aprendemos uma grande lição: o triunfo da fidelidade.

A vida de José pode ser dividida em quatro partes principais: José e sua família; José e Potifar; José e os prisioneiros; José e o Faraó.

Vamos falar sobre José e sua família: Em Gênesis capítulo 37, versículos de 1 a 3, o texto começa dizendo que é a história de Jacó.

Continuando a leitura do texto, vemos José com dezessete anos. A ligação entre Jacó e José era tão estreita, que quando o texto nos diz ”esta é a história de Jacó”, ele começa a nos contar a história de José.

A história dos dois se mistura de uma forma interessante.

E acaba apresentando lições espirituais importantes para as nossas vidas.

José era fiel.

“E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai, junto de Siquém” (Gênesis 37:12).

No capítulo 37 de Gênesis, versículos 12 a 18, encontramos a transição na vida de José.

Dotã ficava 32 km ao norte de Siquém.

Era um lugar conhecido por ter boa pastagem, e por ter uma área por onde passavam muitas caravanas de comerciantes.

Os irmãos de José haviam dito que iriam a Siquém apascentar o rebanho de seu pai.

Mas, estavam em Dotã.

A verdade é que José era um filho fiel no meio de filhos infiéis.

É importante termos em mente, que o autor sagrado quer nos mostrar como o grande líder José, estava sendo moldado por Deus.

Um traço importante que podemos notar nesta passagem é a indiscutível fidelidade de José para com seu pai.

O ensinamento é claro: fidelidade é fundamental, mesmo nas pequenas coisas.

Seus irmãos decidiram lhe tirar a vida.

Mas, afinal se contentaram em vendê-lo como escravo.

Ele recebeu um tratamento repugnante.

Porém, as promessas que ele tinha da parte de Deus, fizeram com que ele nunca perdesse as esperanças.

Um dia, ele veria com os próprios olhos, o triunfo da fidelidade.

O que encontramos aqui é alguém disposto a viver dependendo de Deus.

Algumas vezes, nós também enfrentamos situações difíceis, enfrentamos maus tratos, dificuldades.

Algumas vezes recebemos como pagamento da nossa fidelidade, injustiça e traição.

Mas, mesmo assim, não devemos desistir de Deus.

Deus sempre cumpre as Suas Promessas.

“E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do Senhor foi sobre tudo que tinha, na casa e no campo” (Gênesis 39:5).

A segunda divisão na vida de José é: José e Potifar.

Potifar comprou José dos ismaelitas.

José foi tão correto, fiel, que Potifar reconheceu que Deus estava com ele.

O sucesso de José era tão impressionante que se percebia claramente que uma manifestação sobrenatural estava acontecendo.

Esse fato é evidenciado pela presença de Deus em José.

Nota-se a ênfase da Presença de Deus com ele.

Podemos ver isso em Gênesis 39:2-5.

No versículo 2c nós podemos ver o seguinte: “…e estava na casa de seu senhor egípcio”.

No versículo 4a, b nós podemos ver: “Logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa”.

Deus estava com José e este era o segredo de ser tão bem-sucedido.

A prosperidade de José não era algo como uma varinha de condão, ele continuava sendo escravo, mas ele era fiel.

José estava vivendo o triunfo da fidelidade.

José era escravo, ele servia porque entendia que para ser fiel a Deus, precisava ser fiel aos homens.

Algumas pessoas querem ser fiéis a Deus, mas não são fiéis aos homens.

Traem e são dissimuladas.

Precisamos entender que servimos a Deus servindo aos homens. Só devemos nos rebelar contra os homens, quando a vontade deles é contra a vontade de Deus.

“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros” (Efésios 4:25).

Não me lembro de ter ouvido tantas vezes como ultimamente as seguintes palavras: ética, verdade, mentira, decoro, honestidade, desonestidade.

Isso me faz pensar na anatomia da mentira.

Mentira, de acordo com o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é: “ato ou efeito de mentir; engano, falsidade, fraude. Qualquer coisa feita na intenção de enganar ou transmitir falsa impressão”.

A) Ato.

Mentira não se dá por acidente é fruto da vontade.

B) Intenção.

Mentira tem propósito, tem a intenção de perverter a verdade.

Como alguém já disse com muita propriedade: A verdade existe, as mentiras são inventadas.

Por que a mentira é tão sedutora?

Para alguns, a mentira é o caminho mais “fácil” para se livrar de uma situação difícil.

Para outros o caminho mais “barato” para se livrarem de uma situação que custa caro, e ainda outros a veem como o caminho mais “curto” para se livrarem de longas consequências. Somando-se ainda o fato de que maioria das pessoas está mais propensa a responder as emoções do que aos fatos, isto torna a mentira extremamente sedutora.

Por esta razão, o mentiroso tem sempre o cuidado de dizer o que os outros querem ouvir, e claro misturarem vários fatos, a fim de que a mentira pareça-se mais com a verdade.

Porém, os seguidores de Cristo, pautam-se sempre pela verdade.

“Antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (Hebreus 3:13).

William Barclay contou uma fábula que fala sobre três demônios aprendizes vindo à terra para terminar sua aprendizagem.

Eles falavam com Satanás, maioral dos demônios, sobre seus planos para tentar e arruinar os homens.

O primeiro falou, “Eu lhes direi que não há um Deus”.

Satanás disse, “Isso não vai enganar muitos, pois eles sabem que há um Deus”.

O segundo disse, “Eu lhes direi que não há um inferno”.

Satanás respondeu, “Você não enganará ninguém dessa forma; homens já sabem que há um inferno”.

O terceiro disse, “Eu direi aos homens que não tenham pressa”. “Vá”, disse Satanás, “e você os arruinará pelos milhares”.

A mais perigosa de todas as ilusões é a de que há tempo de

sobra.

O dia mais perigoso na vida de um homem é quando ele aprende a palavra ‘amanhã’.

Há coisas que não podemos adiar, pois nenhum homem sabe se, para ele, o amanhã virá.

“Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus” (Efésios 5:15,16).

“Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra” (Lucas 2:29).

Em Lucas capítulo 2, encontramos a história de um homem chamado Simeão.

Simeão era um ancião que servia a Deus no templo, constantemente.

A Bíblia nos diz que ele era um homem piedoso, justo, íntegro.

O versículo 29 nos ensina que ninguém está pronto para morrer enquanto não tiver tido um contato pessoal com Jesus.

Ninguém está pronto para partir desta vida, sem que conheça a Jesus, sem que tenha um relacionamento com Jesus.

Sem que estabeleça contato com o Filho de Deus.

Por quê?

Nós precisamos ver Jesus porque todas as referências sobre o nascimento de Jesus afirmam que Ele é o Salvador, ou seja, Ele

é Aquele que veio para nos salvar.

Mas, salvar do quê?

Salvar-nos do pecado.

Jesus veio para nos garantir o perdão.

Jesus nos garante a vida eterna.

Você já viu a Jesus?

Eu quero dizer, você conhece Jesus?

Quando conheci Jesus, havia acabado de ouvir uma pregação, as pessoas cantavam uma canção que falava de Jesus.

E, naquele dia, algo especial aconteceu comigo.

Decidi ver Jesus em minha vida todos os dias.

Vê-lo através da leitura de Sua Palavra, e dos momentos de oração.

Quem vê Jesus não é mais a mesma pessoa.

Tomé quando viu a Jesus, exclamou:

”Senhor meu e Deus meu”.

Hoje convido você a conhecer Jesus.

“Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. Como também alguns de vossos poetas disseram: Somos também sua geração” (Atos 17:28)

Em Atos 17:26 a 29, Paulo estava ministrando aos atenienses, o fato de Deus ter estabelecido as nações da terra.

A pluralidade humana, a beleza da miscigenação que nós encontramos ao redor do mundo, as diferenças raciais, tudo foi Soberanamente estabelecido por Deus.

E, através do Seu Governo, conforme o texto, Deus desperta o homem para que possa buscá-lo.

Mas, é através da própria graça e da atração Divina que o homem

desperta para buscar a Deus.

Porque a Bíblia diz que não há um justo sequer, que quando

tocado pela Graça de Deus não vá em direção ao Seu Criador.

O apóstolo Paulo deixa isso extremamente claro no versículo 28, usando inclusive um dos escritores gregos.

Em outras palavras, Paulo estava dizendo aos atenienses que uma vida não é de fato sustentada por qualquer deus.

Eles eram extremamente politeístas, criam em uma pluralidade infindável de deuses.

Mas a verdade é que ainda hoje, no altar do coração dos homens existem vários deuses: deus do dinheiro, deus da cobiça, da fama, do poder.

Quando o homem busca as realizações nessas coisas ele está perdendo a sustentação da sua própria vida!

Quem realmente nos sustenta é o Deus que governa todas as coisas!

“Agora, pois permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três,

porém o maior deles é o amor” (1 Coríntios 13:13).

Encontramos várias passagens bíblicas que falam sobre a FÉ.

É uma das grandes virtudes do Cristianismo.

Pela FÉ Josué deteve o sol: “E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos” (Josué 10:13a).

A Bíblia nos fala que Elias orou a Deus e os céus se fecharam sobre todo o Israel e não choveu durante três anos e meio.

E orou novamente, e choveu, e a terra produziu o seu fruto (Tiago 5:17, 18).

Ainda em Tiago encontramos que a “A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará” (Tiago 5:15a).

“Ora a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hebreus 11:1).

ESPERANÇA é o combustível que faz o crente caminhar. ESPERANÇA é uma associação entre confiança, expectativa e paciência no aguardo do cumprimento da Promessa.

Jeremias 17:7 diz: “Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor”.

AMOR é maior que a fé e que a esperança.

O AMOR é o maior e o mais importante das virtudes.

Não existiu e nem existirá amor maior do que aquele que Deus tem para conosco.

Amor é o sentimento que predispõe a pessoa a desejar o bem a outrem, sem sequer o conhecer.

Que Deus nos dê a persistência de cultivarmos essas virtudes em nosso viver diário.

“Então chegaram a Mara; mas não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se o seu nome Mara” (Êxodo 15:23).

Até chegarem a Mara, os israelitas cantavam louvores e eram felizes.

Como os problemas começaram toda felicidade acabou.

Eles tinham atravessado o Mar Vermelho em terra seca, e visto o exército egípcio ser destruído por Deus.

Apenas três dias depois começaram a murmurar.

Foi só chegar o cansaço para eles mudarem de atitude.

Antes louvavam, passaram a murmurar.

Estavam com sede.

Chegaram a um lugar onde havia água.

Quando viram o líquido precioso seu humor melhorou, mas quando foram beber…

As águas eram amargas.

Imediatamente se viraram contra Moisés com espírito de murmuração (Êxodo 15:24).

Ao invés de oração, murmuração.

Povo ingrato.

Esqueceram do Deus que havia transformado as águas do Nilo em sangue.

E, o Senhor misericordioso tornou as águas doces: “E ele (Moisés), clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe um lenho, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces;” (Êxodo 15:25a).

Moisés clamou ao Senhor, Provedor de nossas vidas, porque ele sabia que Deus estava com eles.

Deus, por diversas vezes, prova a nossa fé.

As provações pelas quais passamos não querem dizer que Deus nos abandonou.

Não!

Quando as tribulações chegarem não devemos murmurar, mas ORAR.

Devemos sempre clamar a Deus em tempos de necessidade.

As nossas águas amargas se tornam doces se lembrarmos que “todas as coisas contribuem para o nosso bem” (Romanos 8:28). Temos um Deus que faz a morte virar vida e faz-nos mais que vencedores!

“Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (João 12:3).

A palavra de Deus em 2 Coríntios 1:21 diz que fomos ungidos pelo Espírito Santo, e isso é uma referência a sermos cheios do Espírito Santo de Deus.

Por ser algo espiritual, muitos dizem que não sentem ou não veem nenhum sinal desse ato de Deus.

Porém, ainda que você não sinta nada, as pessoas que estão ao seu redor precisam sentir esse aroma suave, o perfume de Cristo. Nós precisamos exalar a unção que recebemos através do nosso

estilo de vida.

No texto de João 12 vemos que quando Maria unge os pés de Jesus com um óleo aromático, todas as pessoas que estavam na casa puderam sentir o perfume daquele óleo.

Se você entendeu que foi ungido pelo Espírito Santo, entenda também que precisa exalar esse perfume, é como se esse perfume fosse a sua marca, a marca de um cristão.

“Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém” (1 Pedro 4:11).

Eu quero ser reconhecido pelo perfume, mas não o meu, mas o de Cristo, pelo poder do Espírito Santo.