Contempla as maravilhas de Deus

“Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?” (Mateus 6:30).

Consideremos a oração de Paulo no capítulo 1 de Efésios e as implicações dela em nossos dias.
É importante lembrar que nos primórdios da Igreja, a oração e a Palavra tinham uma relação muito profunda, como podemos ver nas prioridades dos apóstolos em Atos 6:4 (dedicavam-se à Palavra e à Oração).
Também este texto identifica elementos vitais à fé e à doutrina cristãs.
Verdades estas que são exclusivamente ensinadas no texto sagrado e que fundamentam nossa caminhada cristã.
Consideremos o contexto imediato desta passagem.
Paulo acabara de resumir o propósito de Deus na história e as bênçãos que Deus providenciou para aqueles que nele creem (vv. 3-14).
Já os versículos 19-23 concentram-se no poder de Deus em Cristo em relação à Sua igreja.
Entre estes dois grandes ensinamentos (as bênçãos de Deus e o poder de Deus), encontramos esta oração de Paulo em favor dos Efésios.
Talvez seja um indício de que antes de abrirmos os lábios para orar deveríamos abrir os olhos para ver as tantas bênçãos de Deus.
Aliás, este também foi o conselho de Jesus “contemplai as aves dos céus, olhai os lírios dos campos” (Mateus 6:26, 28).
Quando contemplamos as bênçãos de Deus, remodelamos nossa vida de oração.

Deus não nos abandona

“Mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13).

A Bíblia nos revela a história de um homem escolhido por Deus para ser profeta, e que tinha comunhão com o Senhor, e tudo quanto ele preconizava, Deus o justificava.
Elias era seu nome; enfrentou reis, ressuscitou pessoas, enfrentou de uma só vez quatrocentos e cinquenta homens que adoravam a deuses pagãos; tinha autoridade de Deus sobre a natureza, pois quando falou que viria uma grande seca sobre aquela região, por três anos e seis meses não houve chuva, porém quando Elias orou a Deus para que chovesse, o Senhor o escutou e respondeu sua oração enviando chuva sobre aquele lugar.
Todavia quando uma mulher o desafiou, Elias foi até um determinado lugar com o moço que o acompanhava, porém seguiu ao deserto só.
Aquela afronta foi a gota d’água para que o profeta se entregasse à depressão.
E no deserto pediu a morte a Deus.
No entanto, como Deus nunca desampara Seus filhos, envia socorro a Elias com uma botija de água e um pão cozido, alimentando-o física e espiritualmente.
Creia que com você não será diferente, porquanto o Senhor teu Deus é misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da promessa que fez de abençoar os que amam e guardam os seus mandamentos (Deuteronômio 4:31).

Espero em Ti

“Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti” (Salmos 39:7).

Quando olhamos à nossa volta, quando assistimos o noticiário, quando ouvimos tristes relatos, quando nosso coração quer se deixar abater pelos problemas e dificuldades do dia a dia, quando parece que a esperança é apenas uma sombra, precisamos nos voltar para o livro dos Salmos.
No livro dos Salmos encontramos vários versículos que nos fazem relembrar em quem nós podemos colocar nossa esperança.
O salmista declara que sua confiança, sua esperança está somente em Deus.
Se nossa esperança estiver em qualquer pessoa ou coisa que não seja Deus, corremos o risco de perda, decepção, desilusão…
Em Deus podemos descansar, Ele é soberano, Ele sabe por onde está nos levando, Ele sabe pelo que estamos passando, Ele ouve o nosso clamor, Ele é capaz de nos ajudar, Ele se interessa por nós!
Coloque sua esperança em Deus e descanse n’Ele.
Coloque sua esperança em Deus e não tema nada nem ninguém.
“Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança” (Salmo 62:5).

Testemunhas da verdade

“Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:30, 31).

O Novo Testamento foi Escrito por testemunhas oculares ou pelo testemunho delas (1 João 1; 2 Pe 1:16).
Jesus realizou milagres para provar Sua divindade, muitos milagres que nem foram escritos, os que conhecemos foram escritos sob olhos de testemunhas.
Lucas é um dos mais eficientes historiadores do mundo antigo.
Em Lucas 1:1-3 ele utiliza os termos ‘testemunhas oculares’, ‘investiguei’, ‘a verdade exata’.
Lucas registrou as informações as testemunhas oculares.
Em Atos 2:14-41, o registro e as informações foram apresentados diante de testemunhas hostis.
Eles sabiam que o que os líderes do NoT diziam a verdade sobre os fatos.
Ai deles se tivessem apresentado uma lenda.
Estavam diante de uma audiência hostil, e por que Pedro sobreviveu?
Porque testemunhava a respeito da verdade ao ponto de que milhares se converteram.
O cristão deve ser alguém comprometido com a verdade, aliás a perseguição nunca ofereceu um risco real ao Cristianismo, o desvio da verdade que é a maior armadilha que pode nos minar a fé.

Ensinar é nossa meta!

“Se é ministério seja em ministrar, se é ensinar haja dedicação ao ensino” (Romanos 12:7).

Ministério = função de Ministro.
Ministro = indivíduo encarregado de um mister (ofício, profissão), intermediário, pastor, sacerdote.
Ensinar = transmitir conhecimentos, educar, instruir, ministrar o ensino.
Educar = preparar a pessoa para a vida.
A educação religiosa é uma das mais importantes facetas da arte de educar.
Ela leva o homem a reflexões e consequente comunhão com Deus.
Prepara a pessoa para ser feliz, ter caráter, boa índole, moral, bom servo do Senhor.
Ela fornece juízos de valor.
Quando e onde devemos ensinar?
Devemos ensinar em todo tempo e lugar.
Ensinar uns aos outros, à nossa família, aos filhos.
Mas para ensinar temos que conhecer profundamente a palavra de Deus.
Ler, estudar, tirar as nossas dúvidas, os apóstolos ensinavam todos os dias, a todos que estivessem próximos.
Eles aprendiam com Jesus e ministravam às pessoas tudo o que tinham aprendido com o Mestre.
Para que nossas palavras tenham crédito há necessidade de bom testemunho em todos os setores em que militamos.
Temos que nos acautelar para não vivermos o contraditório.
Temos a graça de ter o grande exemplo do maior dos Mestres: Jesus.
Ele conhecia a matéria a ser ensinada, conhecia seus alunos, reconhecia o que havia de bom e errado neles.
Ensinava a Verdade de forma clara e simples. 

Nas mãos de Deus

“Tua é, ó Senhor, a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, porque teu é tudo quanto há no céu e na terra; teu é, ó Senhor, o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos” (1 Crônicas 29:11).

Na mitologia grega, Zeus é uma espécie de poderoso chefão dos deuses; também as mitologias nórdicas carregam o mesmo conceito de divindade em que a direção por deuses se dá pela sabedoria de Odin ou Tiwas.
Mas, a Bíblia apresenta-nos Deus de modo totalmente diferente, Ele é o único Deus verdadeiro, por isso o único Todo Poderoso.
No Antigo Testamento o poderoso rei Ciro que sequer acreditava em Deus, foi usado por Ele.
Embora Ciro fosse um adorador do panteão de deuses Babilônios, Deus o usou soberanamente para levar a termo Seus sábios propósitos (Isaías 45:1-13).
Deus continua soberano mesmo quando não é adorado.
Ele é soberano nas luzes ou nas trevas, soberano na prosperidade ou na calamidade (Isaías 45:7; Salmo 50:10, 11,12).
Mas, a soberania de Deus não é uma manifestação cega do destino, não é cruel, mas bondosa, sábia, justa e proposital.
Deus é como um oleiro que molda o barro dando-lhes a forma que deseja (Isaías 45:9; Isaías 29:16).
Tal qual o barro, devemos nos render à moldagem do nosso Deus, sem gritos, esper-neios, devemos nos render ao toque gentil, mas firme das mãos do nosso soberano Deus.

Preparados

“Enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz, não falarão os meus lábios iniquidade, nem a minha língua pronunciará engano” (Jó 27:3,4).

Em Jó 27:3,4 percebemos que ele tem um plano de defesa espiritual.
Ele fala sobre o cuidado com os lábios.
Nós precisamos fazer exatamente isso.
Nós precisamos estabelecer este plano de defesa.
Não podemos esperar que o problema surja para depois vermos o que podemos fazer.
Não, nós devemos estar prontos para quando ele surgir.
Devemos permanecer inabaláveis.
Ter a coragem de dizer não a imagens pornográficas, e este deve ser um pacto com nossos olhos.
Nós precisamos ter a coragem de dizer não à cobiça de qualquer ordem.
Nós precisamos ter a coragem de dizer não à desonestidade.
Precisamos ter a coragem de estabelecermos um pacto conosco no que diz respeito aos nossos lábios.
Não podemos pronunciar palavras que gerem prejuízos a qualquer pessoa.
Algumas coisas devem ser feitas para criarmos um planejamento de defesa contra o mal: coragem, ler sempre as Escrituras onde com certeza encontraremos as passagens que exortarão a nossa vida.
Em Efésios 6:13 encontramos uma orientação quanto ao uso da armadura de Deus: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, havendo feito tudo, ficar firmes”.

Fidelidade

“A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3:22, 23).

A história do povo de Israel é bem conhecida, especialmente a passagem do Mar Vermelho.
O povo viu um grande milagre acontecer bem diante de seus olhos: o mar se abriu, eles passaram a pés secos e, quando os egípcios tentaram fazer o mesmo, se afogaram.
Que milagre!
Que prodígio!
Eles levantaram cânticos de adoração e exaltação a Deus (Êxodo 15:1-21).
Mas…
Depois de três dias andando pelo deserto, começaram a murmurar (Êxodo 15:24).
Eles se esqueceram de quem estava com eles e do que Ele era capaz.
Ao lermos a história desse povo, às vezes, nos indignamos com sua ingratidão, sua memória curta, sua falta de fé.
Como é que eles podiam murmurar depois de terem presenciado o poder de Deus em seu favor?
Mas não é assim que nós mesmos agimos hoje em dia?
Vemos um milagre acontecer, vemos Deus agir poderosamente em nosso favor, temos nossa oração respondida, presenciamos a providência de Deus mas depois de algum tempo, quando algum problema se apresenta…
Ingratidão, falta de fé, murmuração.
Precisamos manter nossa memória bem fresca, precisamos nos recordar das bênçãos recebidas, do cuidado protetor e das promessas do nosso Deus porque Ele nunca nos desampara.

Em todo tempo

“Com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos” (Efésios 6:18).

Orar não é um ato que deva ocorrer somente em ocasiões pontuais tais como: ao levantar, ao deitar, às refeições.
Orar é sobretudo um constante estado em que o crente deve viver.
Várias passagens bíblicas nos falam sobre a prática da oração; e, juntamente com a ordenança da oração agrega-se outro fator, o não esmorecimento.
Lucas 18:1 cita Jesus, quando disse que devemos orar sem esmorecer.
A oração é a chave que abre os tesouros de Deus.
Somente através dela chegamos ao Trono da Graça.
A ausência de oração deixa evidências de que o crente pode vencer sozinho, o que é impossível.
Em João 15:5 Jesus declarou: “… sem mim nada podeis fazer”.
O coração de Deus é vulnerável à humilde oração.
Lembre-se: quando o ego é anulado, Deus se manifesta.
O ato de orar provoca uma reação: a resposta de Deus.
Note-se que não estamos falando de respostas imediatas e positivas quanto à sua expectativa.
Caso a resposta demore, o salmista aconselha: “Espera com paciência no Senhor…” (Salmo 40:1).
Caso a resposta seja adversa, com certeza você já ouviu falar nas doces consolações do Espírito Santo.
Mas uma coisa é certa: devemos orar sempre (1 Tessalonicenses 5:17).

Que pedra é essa?

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18).

Que pedra é essa falada em Mateus?
Alguns dizem ser o apóstolo Pedro a pedra, ou fundamento dessa estrutura espiritual.
Nada mais longe da verdade.
Paulo afirma em 1 Coríntios 10:4 que Jesus é a Rocha.
Jamais a igreja do Deus Vivo se assentaria sobre um homem mortal e falível.
Um homem a quem Cristo disse em Mateus 16: 23: “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens”.
A pedra não é outro senão o próprio Filho de Deus.
Jesus é o fundamento desse edifício.
Em 1 Pedro 2:4, Pedro se chama e nos chama de pedras vivas.
Conclusão: Jesus é o fundamento desse edifício e nós somos as pedras vivas, edificadas para formar uma casa espiritual.
Como é bom sabermos que apesar de todos os esforços do inimigo: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18).
O inferno não tem chance alguma contra a Igreja de Jesus Cristo porque seu Guia é o Leão de Judá, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores.
A igreja do Deus Vivo se assenta sobre uma Pessoa Perfeita, porque é Filho de Deus, portanto Divino.
Ele é eterno, imutável, digno de todo o nosso respeito e da nossa inteira adoração.
Cristo é a Cabeça da igreja.
Tudo que é feito na igreja deve seguir a orientação de Cristo.
Jesus é o Dono da igreja.
E nós precisamos da igreja para aprender e crescer no Evangelho!