Ele é fiel para completar a obra

“Por isso desci para livrá-lo das mãos dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel…” (Êxodo 3:8).

Deus disse a Moisés que levaria o povo para uma terra prometida, uma terra onde eles desfrutariam de vários benefícios.
Desfrutariam da bênção de Deus.
Uma terra de promessa!
Aquele povo que estava preso na escravidão poderia pensar muitas vezes que Deus os havia esquecido, os havia abandonado.
Mas aquilo que Deus inicia Ele leva a termo.
Nós podemos começar a ler um livro e não terminar, nós podemos começar projetos e nunca concluí-los.
Mas tudo aquilo que Deus começa, Ele termina (Filipenses 1:6).
Moisés se regozijou por ouvir que Deus estava pronto para libertar o Seu povo, pronto para libertar Israel.
Mas Moisés ouviu algo que era assustador: Moisés seria o libertador.
Moisés seria o instrumento de Deus para a libertação do povo de Israel (Vem, agora, e Eu te enviarei a Faraó, para que tires do Egito o Meu povo, os filhos de Israel. Êxodo 3:10).
Você pode imaginar isso?
Você pode imaginar a voz de Deus dizendo: Eu quero enviar você para que você seja o libertador?
Isso nos mostra que Deus escolheu usar seres humanos como Seus instrumentos.
Nós somos instrumentos de Deus.
Somos aqueles a quem Deus vai usar para realizar a Sua obra sobre a terra.

Tudo vem de Ti, Senhor

“Exalta-te, Senhor, na tua força! Nós cantaremos e louvaremos o teu poder” (Salmo 21:13).

Esse Salmo termina da única maneira que poderia terminar.
O último versículo é muito semelhante ao v. 1, onde nós encontramos alegria na força do Senhor, e aqui diz: “Exalta-te, Senhor, na tua força”, mas uma vez estes dois conceitos se fundem e nos apresentam o corpo central deste Salmo.
Eu me converti numa época de muitos escândalos, quando pregadores estavam caindo por escândalos financeiros, morais, mas o curioso é que, ao ler a biografia destes homens, eu descobri que no princípio, eles eram pessoas sinceras (pelo menos tudo indicava) mas, com o passar dos anos, as pessoas bateram no ombro destes homens e disseram: “você é importante, você é muito importante”, e, eles começaram a acreditar que eram muito importantes, até que um dia, a consequência: a queda foi terrível.
Sabe, a razão da vitória não é nossa, por isso nós devemos orar antes da batalha, para que tenhamos a graça de Deus durante a batalha, mas, depois da batalha nós precisamos voltar os olhos aos céus e lembrar que a causa da nossa vitória é a graça de Deus e não a nossa própria força.
Talvez você esteja vivendo lutas, confie em Deus.
Agora, se você já venceu, prosperou, recebeu algo de especial, não se esqueça da fonte: Deus é aquele que te concede a vitória.

Sola gratia

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2:8).

Em Efésios 2, o apóstolo Paulo nos apresenta como troféus da graça de Deus.
Deixe-me explicar o que eu quero dizer: eu visitei um homem que caça e tem os seus troféus pelas paredes de sua casa; obviamente aqueles animais estavam vivos e agora estão mortos e são troféus das habilidades daquele caçador.
Deus nos faz Seus troféus, porém, o que Deus faz conosco é o contrário, eu e você estávamos mortos nos nossos delitos e pecados, não havia esperança alguma para as nossas vidas, não havia vida em nossa vida, porque éramos mortos vivos, mas Deus nos deu vida e, uma vez que Deus nos deu vida, nós nos tornamos troféus da graça de Deus.
E isso quer dizer que Deus é quem executa, e nós somos apenas Seus instrumentos.
Mas algumas vezes nós nos esquecemos disso; com o passar do tempo, começamos a pensar que fazemos por nossa própria capacidade, por nossa própria força, que estamos fazendo um grande favor para Deus em servi-lo, esquecemos que todos somos apenas um produto da graça de Deus.
Quando tentamos fazer a coisa com as nossas próprias forças, nós vamos à bancarrota, todos os nossos sonhos se fragmentam e somos publicamente humilhados.
Por vezes somos derrotados porque não entendemos que somos apenas um produto da Sua graça.

Glória a Deus

“Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras. Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia” (Salmo 96:1, 2).

A Terra deve adorar a majestade de Deus, esta é a visão do salmista, ele convida todas as pessoas de todos os lugares a adorarem a Deus, terem um coração grato a Deus.
Eles deveriam cantar a Deus, cantar a Deus uma nova canção, por quê?
Porque a misericórdia de Deus se renova a cada dia.
Deus é este ser infinitamente indescritível, tremendo, pronto a renovar Sua misericórdia e, por essa razão, tudo o que podemos fazer é expressar a nossa adoração, o nosso louvor com um coração grato a Deus.
O povo havia recebido um convite do salmista: anunciar a salvação e os feitos de Deus através de todo o mundo, isso traria glória ao nome de Deus.
Veja o que dizem os versículos 6 e 8: “Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome”.
Quando proclamamos a Sua salvação, quando anunciamos entre as nações a glória do Senhor, é um jeito prático de expressarmos nossa gratidão a Deus.
Não basta apenas dizermos que somos gratos a Deus; isto é importante, trazer nos lábios uma canção como o próprio texto sugere, mas não podemos apenas cantar, nós devemos ir adiante e proclamarmos a salvação de Deus.

 

Oração por nossos líderes

“Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; cumpra o Senhor todas as tuas petições. Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo Céu, com a força salvadora da sua mão direita” (Salmo 20:5,6).

Eles estavam diante de uma guerra, a guerra estava para explodir a qualquer momento, e eles chamam de “o dia da tribulação” (v.1).
Eles sabem que o seu rei, o seu líder está para se encontrar com Deus e que, se Deus estiver satisfeito com este ele, eles vencerão a batalha.
Porém, se a palavra de Deus voltar contrária ao rei, se Deus não estiver satisfeito, eles serão destruídos.
É uma situação dramática, mas esta situação dramática também é verdade hoje.
É uma realidade que Deus tem colocado líderes em todas as esferas de nossa existência, e o fato de experimentarmos Sua
bênção; assim, também, como é verdadeiro que isso é determinado por Deus aceitar ou não aqueles que nos lideram.
Isso é algo muito sério, pois quando eu digo a respeito de líderes, estou falando no sentido mais amplo possível.
Isso deve nos levar, então, a uma preocupação a respeito de quem está exercendo a liderança e onde, porque se Deus não estiver satisfeito com a liderança, haverá um custo para os liderados.

 

Quem crê, ora

“Quando, porém, vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8).

Quando Jesus pergunta: “Quando, porém, vier o filho do homem, porventura achará fé na terra?”.
Não estaria Ele nos ensinando que os homens tendem a preferir a fraqueza humana ao poder de Deus?
Ansiedade a paz?
Exaustão ao descanso?
Dúvida a confiança?
Medo a Fé?
Ódio ao amor?
De pronto diríamos não, ninguém em juízo perfeito faria escolhas como estas.
Mas, se a oração é a chave para a vida de vigor, se a oração é a resposta da fé diante das circunstâncias difíceis, logo, quando relegamos a oração ao segundo plano estamos optando por lutar com nossas próprias forças.
Note, Jesus não disse: Quando, porém, vier o filho do homem, porventura achará os homens orando?
Não, Ele questionou se os encontraria crendo, a oração é subproduto da fé, é a legítima expressão da fé.
Oração não é reclamação com Deus, não é decretar para Deus, não é ordenar.
Oração é confiar de tal maneira, é crer em Deus a tal ponto que lutamos com ‘se possível’, mas sempre vencemos com ‘seja feita a Sua vontade’.
Esta forma de oração regozija-se, aceita e celebra a bondade de Deus.
Que possamos orar assim.

 

Fruto do perdão

“Se for possível, quanto esti ver em vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18).

Pastor John Claypon disse que, “os nossos esforços para consertar aquilo que estragamos e efetuar o nosso próprio crescimento, não são coisas que fazemos a fim de merecer o perdão, mas sim, algo que fazemos pelo fato de termos sido perdoados, são as consequências, não as condições da redenção”.
Há uma grande diferença entre os frutos do perdão e as nossas fúteis tentativas de autoexpiação.
Se você recebeu o perdão de Deus, você também deve oferecer o perdão de Deus.
É exatamente o que eu e você devemos fazer, porque, não poucas vezes, mesmos cristãos são tomados por acesso de raiva, de ira, de amargura, de cólera e revidam na mesma moeda.
Quando fazemos isso, nós estamos ferindo primeiramente a nós mesmos.
Em Romanos 12:19, lemos que devemos confiar em Deus, para que Ele tome a vingança em Suas mãos, porque Ele é justo, Deus não é leniente, nem severo demais, Deus é justo.
Portanto nós devemos confiar na ação de Deus e na Sua disciplina.
Por outro lado, nós devemos ter uma atitude prática: “Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a tua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:20, 21).

 

Sinais vitais da Espiritualidade

“Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito” (Gálatas 5:25).

Espírito em Hebraico é huach (vento), em grego pneuma e em latim spiritualis.
Todos descrevem o ar em movimento, como uma respiração.
A espiritualidade, portanto, é um tipo de vida, um respirar de Deus em nós.
O versículo no início pode ser considerado uma tautologia paulina sobre vida e espírito.
Aliás, na língua grega temos duas palavras para descrever vida: bios e zoe.
Em português a raiz destas palavras é utilizada em zoologia e biologia.
De modo simples, podemos afirmar que os termos descreviam originalmente a intensidade da vida e o outro a extensividade da vida.
Na Bíblia, me parece ser o caso, que zoe tem implicações morais, zoe parece ser o tipo de vida que Deus comunica aos homens.
Por esta razão, ser cristão de verdade não é apenas aprender algumas disciplinas religiosas, mas receber este tipo de vida.
Que recebe, pratica disciplinas espirituais porque “é” e não porque quer “ser”.
Assim, como de nada serve regar uma planta artificial, de nada vale alguém recitar textos bíblicos e até orar se nele não está a vida de Deus.
A vida de Deus em nós é um milagre que só Ele pode operar em nós.
Que sejamos fruto desse milagre e não apenas religiosos de plantão.

Sobrevivendo ao deserto espiritual

“E vemos que não puderam entrar por causada sua incredulidade” (Hebreus 3:19).

Você já se imaginou em um deserto?
O texto de Hebreus 3:19 nos fala a respeito do povo hebreu que passou 40 anos no deserto sem poder entrar na terra prometida por causa da sua incredulidade.
É exatamente assim que muitas vezes está a nossa vida espiritual, como um deserto.
Um lugar de solidão, desânimo, angústia, insegurança e silêncio.
E a pergunta é: por que Deus nos levaria a essa experiência do deserto?
A resposta para o deserto está na nossa natureza carnal.
Quando nos convertemos a Jesus, a Palavra de Deus nos mostra que nascemos de novo, porém existe algo dentro de nós que ainda está muito vivo, o nosso Ego ou “eu” carnal.
Paulo nos mostra isso em Romanos 7.14-18 descrevendo seu conflito interior entre a sua natureza carnal e pecadora e a sua nova vida em Cristo ou natureza espiritual.
Quando Deus nos leva ao deserto espiritual, Ele está nos mostrando que sem Ele não somos nada e que a única forma de nos tornarmos verdadeiramente espirituais é deixando de viver na carne.
A experiência do deserto deve nos fazer negar a nós mesmos e tomarmos a nossa cruz (Lucas 14:27,33) e dessa forma estaremos prontos para viver o melhor de Deus, porque nesse dia poderemos dizer: “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20).

Fé em meio às dificuldades

“… Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra” (2 Reis 5:3).

Em 2 Reis 5:1-15 vemos a história de Naamã.
O versículo 1 começa nos dizendo que Naamã era um homem importante, supremo comandante do exército da Síria, homem de uma grande posição social, que tinha um alto conceito diante do rei da Síria provavelmente por causa de suas muitas vitórias e um herói de guerra, o que significa que ele era um homem riquíssimo.
Porém Naamã sofria de lepra.
E é nesse turbilhão que encontramos a serva de Naamã, uma menina escrava, que passou pelos horrores da guerra, que provavelmente tenha visto amigos e familiares morrerem, que teve tirada sua casa, sua família, sua pátria, seus amigos, mas uma coisa que não conseguiram tirar dessa criança, A SUA FÉ.
Ela passou por todas essas coisas, mas não perdeu fé.
Como está a sua fé?
Estamos vivendo um momento de esfriamento da fé, muitos estão virando ex-evangélicos ou evangélico não praticante.
Segundo essas pessoas, os responsáveis são os escândalos, ou não foram bem tratados, ou isso ou aquilo e a sua fé esfriou.
A palavra de Deus diz: Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida (Provérbios 4.23).
Se a fé esfriou, talvez ela não estivesse guardada em um lugar apropriado.
Como está sua fé?