Abre meus olhos, Senhor

“E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” (2 Reis 6:17).

Um antigo hino diz: ‘Deus está presente…’ mas nossos olhos naturais não O veem.
Há tanta maldade, culpa, ira, indiferença e estas deformidades nos tornam cegos para a realidade da presença divina.
Essa falta de discernimento torna o homem apático e facilmente desencorajado.
Você se lembra da história de Sansão?
Ele era o homem mais forte do mundo antigo.
Mas, quando tornou-se cego espiritual e fisicamente, foi reduzido a um espetáculo.
De líder da nação de Israel passou a ser apenas um escravo oprimido dos filisteus.
Jesus disse: ‘Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco’ (Mateus 15:14).
A verdade é que até podemos guiar um cego pela mão, mas não podemos lhes abrir os olhos, não podemos lhes fazer enxergar.
A boa notícia é que Deus pode abrir os olhos dos cegos para lhes revelar Sua presença.
Em alguns momentos quando nos encontrarmos cegos oremos para que Deus nos abra os olhos.
Em outros momentos quando nos depararmos com alguém que está cego quanto à presença de Deus, oremos para que Ele lhe abra os olhos.
Aquele que criou os olhos pode dar vista aos espiritualmente cegos.

Siga o Mestre

“E saiu Jesus, e os seus discípulos, para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens
que eu sou?” (Marcos 8:27).

Jesus, o Mestre dos mestres, com sua pedagogia celestial estimulava os miolos de seus discípulos com suas provocativas perguntas.
Aquela foi uma ocasião especial em que a revelação a respeito da natureza de Jesus veio a lume aos discípulos.
Mas, você percebeu que Jesus não tinha o menor problema em lidar com as críticas ou com os elogios?
Quem dizem que sou?
Nós sabemos que muitos O admiravam e outros realmente O detestavam…
Jesus conseguia lidar com a opinião alheia.
Em todas as atividades que exerço gosto de dizer aos meus colaboradores: se não tomar conhecimento dos elogios, tudo bem, mas realmente quero conhecer todas as críticas.
Se quisermos vencer em qualquer área de nossas vidas precisamos aprender a colocar em prática três princípios:
1. Não tema a opinião das pessoas (são apenas opiniões).
2. Não tema as críticas (aliás, em alguns casos podem ser mais valiosas que elogios).
3.Não permita que os elogios lhe ceguem para a realidade das coisas.
Siga Jesus e não tema a opinião das pessoas.

Santo Mediador

“A Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel” (Hebreus 12:24).

O mediador é aquele que fica entre duas partes, que intercede em favor de alguém.
Por exemplo, um filho que precisa de uma autorização de seu pai, conversa com a mãe, que pede ao marido a devida anuência para seu filho.
Ela funciona como mediadora.
No texto bíblico, quando pensamos em Deus e os homens, existe apenas um Mediador.
O único Mediador é Jesus Cristo.
E como Jesus conquistou isso?
Conquistou isso morrendo em nosso lugar, ou morrendo para ser o nosso resgate.
De acordo com o ensino apostólico, Jesus é nossa esperança porque Ele é o Único Mediador entre Deus e os homens.
Por isso podemos ter a certeza que a esperança cristã não será frustrada.
Os homens do primeiro século sabiam que podiam confiar na mediação de Jesus Cristo.
Qualquer problema que estivessem enfrentando, tinham a certeza de que Jesus intercederia por eles.
E, por isso, Jesus era a encarnação da esperança.
A Esperança tinha nome: Jesus.
Jesus é a substância da esperança.
Ela existe por causa d’Ele, ela existe n’Ele e através d’Ele.
Jesus é a resposta a todas as incertezas, todas as inseguranças, todas as fobias que se possa imaginar ou inventar.
Aqueles que não seguem Jesus, até podem falar a respeito de esperança, mas essa esperança é apenas um otimismo, mas não a certeza de um cumprimento.

Crescimento

“E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2:52).

O desenvolvimento de Jesus ou o Seu aperfeiçoamento estava vinculado não apenas a aspectos subjetivos, mas se relacionava também a aspectos objetivos.
Isso se manifestava nos relacionamentos que Jesus tinha com seu pai José, o pai adotivo, Maria, Sua mãe biológica, por assim dizer, e com seus mestres, os rabinos do Seu tempo.
O cristianismo, do ponto de vista religioso, é um treinamento com uma pedagogia própria.
Não é de surpreender que qualquer homem pode iniciar sua caminhada de fé, ou seja, não há nenhuma exigência para que alguém se aproxime de Cristo.
Todos podem vir como estão.
Mas, espera-se que o seu desenvolvimento seja integral e que, à medida que este homem amadurece, se torne mais qualificado do que em seus primeiros dias.
Por isso o cristão nunca deve aceitar continuar no mesmo estágio que quando iniciou sua caminhada.
Devemos continuar crescendo. Devemos continuar permitindo que o aperfeiçoamento de Deus se dê em nós.
Jesus se engajou nesse processo e Jesus engajou seus discípulos nesse processo, que Paulo mais tarde veio a chamar de o exercício da piedade.
Paulo diz isso quando escreve ao seu jovem aprendiz Timóteo: “… e exercita-te a ti mesmo em piedade” (1 Timóteo 4:7b).

Céu, lindo céu

“As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2:9).

O apóstolo João foi muito privilegiado em ver e relatar sobre a cidade celestial (Apocalipse 21:10-27).
João viu que o céu possui a “glória de Deus” (Apocalipse 21:11).
Essa é a glória do Shekinah significa a presença de Deus.
Porque o céu não tem noite e o Senhor é a luz, o sol e a lua não serão mais necessários (Apocalipse 22:5).
A cidade é cheia do brilho de pedras preciosas e jaspes claros como os cristais.
O céu tem 12 portas e 12 fundamentos (Apocalipse 21:12, 14).
O paraíso do Jardim do Éden é restaurado: o rio da água da vida corre livremente e a árvore da vida está disponível novamente, dando fruto para “a cura dos povos” (Apocalipse 22:1-2).
Por mais eloquente que João tenha sido em sua descrição do céu, a realidade do céu vai muito além do que um homem finito pode descrever.
O Céu é um lugar de “não mais”.
No Céu não haverá mais lágrimas, não mais dores e não mais sofrimento (Apocalipse 21:4).
Não haverá mais separação porque a morte vai ser conquistada (Apocalipse 20:6).
A melhor coisa sobre o Céu é a presença do nosso Senhor e Salvador.
Estaremos face a face com o Cordeiro de Deus que tanto nos amou e Se sacrificou para que
pudéssemos gozar de Sua presença por toda a eternidade.

Nossa Esperança

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, segundo o mandado de Deus, nosso salvador, e de Cristo Jesus, esperança nossa” (1 Timóteo 1:1).

Quando o historiador romano Tácito escreveu sobre o período histórico em que nasceu a igreja cristã, disse algo mais ou menos assim: ‘Estou entrando no período da história rica em desastres, selvageria mesmo em períodos de paz, três guerras civis. Roma foi incendiada. Seus templos antigos foram queimados. As ilhas cheias de assassinatos, adultérios, oceano coberto de exilados, quatro imperadores pereceram à espada. Tudo era delírio de ódio e terror…’.
Este é um trecho da obra de Tácito que descreve bem o estado caótico em que viviam as pessoas.
Elas precisavam de alguma coisa que lhes oferecesse esperança.
É nesse contexto que o apóstolo Paulo escreveu a sua primeira carta a Timóteo.
No versículo 1, capítulo 1, Paulo chama Jesus de ‘nossa esperança’.
Isso faz sentido porque não havia perspectiva alguma naqueles dias.
Só Jesus oferecia forças para eles continuarem vivendo e lutando contra aquele mundo.
Cristo era a única esperança para aquele povo, e, continua sendo a esperança para todos que n’Ele creem.
Jesus Cristo é a esperança para cada um de nós, é a esperança para o mundo em que vivemos, Ele continua sendo a esperança que não falha!

E você, está disposto?

“Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador” (Filemom 1:1).

Paulo era o homem que apresentou o evangelho para Filemom.
É digno de nota que o apóstolo apresenta-se como prisioneiro de Cristo.
Isto não é muito comum, normalmente a identificação que ele faz é quanto à sua vocação: ‘Paulo, apóstolo’ ou ‘Paulo, servo de Jesus Cristo’.
A razão por que normalmente ele faz isso é ajudar sua audiência a entender a autoridade de sua mensagem.
Mas aqui em Filemom, ele se apresenta como um prisioneiro.
Isso porque Paulo não quer que Filemom tome uma decisão pela motivação errada.
Esta é uma carta que tem por objetivo tocar o coração deste homem e fazer brotar compaixão e da compaixão fazer brotar perdão.
Outro ponto interessante é o antagonismo de perspectivas.
Para os romanos, Paulo era prisioneiro de Roma; mas para Paulo, ele era prisioneiro de Cristo.
Ou seja, ele estava preso não porque a autoridade romana assim desejava, mas porque Jesus Cristo assim desejava para que Paulo pudesse pregar o Evangelho naquele lugar.
Isso soaria aos ouvidos de Filemom mais ou menos assim: ‘Veja o quanto me custou pregar o Evangelho para vocês, veja como estou disposto a ir até às últimas consequências pelo nosso Mestre e Sua mensagem. E você Filemom? Você está disposto a fazer o que vou lhe pedir?’.
E Paulo pede a Filemom que perdoe alguém que o havia ofendido profundamente.

Brilhar a luz

“Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Juízes 21:25).

As pessoas em nossa sociedade não estão preocupadas com os padrões bíblicos de ética e moral; para elas, eles são ultrapassados.
O importante é ‘o que as pessoas vão pensar de mim’, ‘o que está na moda’.
Era exatamente isso o que estava acontecendo na época dos Juízes capítulo 21, versículo 25.
O povo havia entrado em total anarquia em relação à vontade de Deus.
E sabe qual foi o prejuízo disso? O afastamento de Deus.
Em Juízes 2 lemos: v.12 “deixaram o Senhor” – v. 13 “deixaram o Senhor” – de que forma deixaram ao Senhor? – v. 11 “fazendo o que era mal perante o Senhor”.
Quanto mais o homem se afasta de Deus, mais em trevas ele fica.
Preste atenção: “quando o homem se afasta de Deus” e não “quando Deus se afasta do homem”.
Deus é o centro do universo e de toda a criação.
A decadência, a dor, a morte, as catástrofes acontecem porque o homem se afastou de Deus (através do pecado) e não porque Deus se afastou do
homem.
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).
A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável, mas é preciso coragem para se levantar como um povo santo e obediente e brilhar como o sol que se levanta no seu esplendor.

Com Ele e para Ele

“Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não
permanecerdes em mim” (João 15:4).

Como cristãos, ou seja, seguidores de Cristo, pessoas que desejam seguir o exemplo de Cristo precisamos agir como agiria o nosso Mestre.
Espera-se de nós que sejamos perdoadores, bondosos, misericordiosos, amáveis, pacientes, pacificadores, fiéis…
E como é possível fazer tudo isso? Como é possível, sendo humanos, falhos, demonstrarmos todas essas qualidades?
Isso só se torna possível quando estamos em Cristo e Ele em nós (João 15:4, 5).
Isso não depende exclusivamente de nossa força; se estivermos Nele e Ele em nós, poderemos andar como Ele andou.
É o poder dEle que opera em nós que nos capacitará a viver essa vida extraordinária.
Veja o texto de João 15.
O que podemos e devemos fazer é buscar a Deus, nos dedicarmos em oração, investir algum tempo na leitura da Sua Palavra porque quanto mais O conhecermos e tivermos comunhão com Ele, mais parecidos nos tornaremos com Ele.
Como disse o apóstolo Paulo: “vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20).

Gratidão através do evangelismo

“Que seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada
pelo Espírito Santo” (Romanos 15:16).

A terceira forma de expressar gratidão que quero apresentar é através da evangelização.
No versículo acima, Paulo se apresenta como um ministro (leitourgon, “alguém que serve publicamente”) aos gentios, isto é, aos não judeus.
Ele leva este ministério adiante como uma responsabilidade sacerdotal, ou seja, um trabalho sagrado, isto estava envolvido diretamente com a proclamação do Evangelho de Deus.
No Antigo Testamento o sacerdote era aquele que apresentava a Deus as ofertas do povo.
Aqui para Paulo sua oferta a Deus eram aqueles a quem ele apresentava o evangelho.
Uma vez que eles recebessem a mensagem, eles passavam a ser uma oferta aceitável a Deus.
Nossa gratidão a Deus deve influenciar nosso modo de viver.
Quando um ladrão entrou numa casa para roubar, um deles descobriu que a moradora de 81 anos havia sido sua professora.
Ao que ele disse: “Você sempre foi muito boa para mim”; deu um beijo carinhoso na bochecha da senhora.
Em seguida ele e seu comparsa fugiram com cerca de R$500,00. Este ladrão demonstrou certa dose de gratidão, até uma porção de carinho, porém não o suficiente para mudar sua vida.