Escolha sábia

“Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18).

O casal está atrasado para jantar na casa de alguns amigos.
O caminho é novo.
Ele dirige o carro.
Ela o orienta, pede para que vire na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele quer saber: “Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais”.
E ela diz: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite”.
Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais e mais frequência: quero ser feliz ou ter razão?
E em nosso dia a dia em casa, no trabalho, na escola, qual tem sido nossa escolha: ser feliz e viver em paz ou ter razão?

Jeito cristão de ser

“E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (Colossenses 3:15).

O texto de Colossenses 3 versículos 12 a 17 traz a gratidão como um estilo de vida.
Alguns são esportistas, outros saudáveis, tradicionais, alternativos.
Nós somos acima de tudo cristãos e como cristãos devemos ser agradecidos, não é apenas uma ação ou um gesto, mas um estilo de vida.
E quando diz respeito ao seu próximo precisamos observar algumas coisas como: Porque o que nos une é muito maior do que o que nos separa (v. 12, 13).
O amor transpõe as barreiras – quando amamos, é hora de perdoar, é hora de suportar, é hora de pararmos de pensar apenas em nós mesmos e sermos agradecidos.
A gratidão nos ajuda a amar e expressar o amor de Cristo para o marido, mulher, filhos, pais, patrão, empregado, para o caixa do banco, para frentista, para a faxineira, para o cobrador de ônibus.
E tudo o que você fizer (v. 17) seja palavra ou ação, faça com a chancela de Jesus, faça do jeito de Jesus como para o Senhor e não para homens (v 23).
E isso vai trazer graças a Deus, não porque Ele precise porque Ele não precisa da sua gratidão, não é porque faz bem para Deus e sim porque faz bem para você.

Eu, tu, ele, nós

“Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3).

Algumas vezes estamos tão focados naquilo que queremos, que nos esquecemos de considerar o que Deus quer.
Deus não apenas deseja que consideremos se algo é bom para nós individualmente, mas também se é bom para outros que estão à nossa volta.
Uma ênfase distorcida no “eu” também cria uma visão distorcida do “outro”.
Muitos, se não todos os grandes problemas e desafios para o homem moderno, estão calcados sobre estas distorções.
Os desequilíbrios ecológicos, sociais e econômicos, estas deformidades devem-se à idolatria do “eu”.
Não causa admiração que o apóstolo Paulo tenha constantemente desafiado os cristãos a não viverem para si mesmos, mas considerarem o próximo.
Seguir a Cristo implica em fazer parte de uma comunidade que considera como suas ações podem afetar os outros.
“Ninguém busque o seu próprio interesse; e, sim, o de outrem” (1 Coríntios 10:24).
A ideia dessa passagem não é o que faremos de bom aos outros, mas como nossas ações afetarão a outros.
Devemos considerar em nossa tomada de decisão não apenas o que é bom para nós, mas como este bem estar impactará a vida do outro.
Um conceito simples, mas revolucionário.
Seja nos negócios, seja em casa ou na igreja, pergunte-se: Como esta decisão afetará a outros?

Novo olhar

“E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (Colossenses 3:15).

Ouvi certa vez uma história de dois homens conversando sobre a cidade do Rio de Janeiro.
Um dizia que não gostava da cidade porque ela é cheia de favelas, tem muito assalto e violência, a promiscuidade está em cada esquina e todos julgam-se melhores que outros.
O outro homem, por sua vez, não pensava assim.
Elogiava as florestas, as lindas praias, o otimismo das pessoas, a alegria do povo, as grandes montanhas, os belos museus, teatros famosos, oportunidades inúmeras, várias universidades…
É isso aí: o Rio de Janeiro será o que a pessoa quiser que ele seja.
Assim é nossa vida. Nós escolhemos de que forma vamos olhar a vida.
É verdade que não temos vidas perfeitas, não temos tudo o que desejamos, enfrentamos dificuldades em diversas áreas, mas…
Pare por um instante e liste as bênçãos que você tem.
Pare de procurar motivos para reclamar e encontre motivos para louvar a Deus pelo muito que Ele tem te abençoado.
Pare de criticar as pessoas e se esforce para ver nelas as qualidades que elas certamente têm.
Pare de se queixar e agradeça a Deus pela vida, pela saúde, pela salvação, pela paz interior…
Sejamos contentes com o que Deus tem nos proporcionado e vivamos felizes!

De todas as tribos, povos e raças

“E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra…” (Atos 17:26).

A Bíblia não diz explicitamente como surgiram as diferentes ‘raças’ ou cores de pele humana.
Na verdade, existe apenas uma raça, raça humana!
Algumas possíveis explicações para as diferenças que observamos:
1. Gênesis 11:1-9. Com a confusão das línguas, a “diversidade racial” também poderia ter sido estabelecida.
Deus poderia ter produzido diferentes características genéticas para que os diferentes grupos se adaptassem em diferentes regiões.
2. Gênesis 7:13. Outra possível explicação seria o fato de que Adão e Eva já possuíssem todos os genes necessários para o desenvolvimento de características raciais diversas.
Sabemos que mais tarde os únicos a sobreviverem ao dilúvio foram Noé, sua esposa, três filhos e suas esposas, oito pessoas ao todo.
É possível que as esposas de Sem, Cão e Jafé tivessem diferentes características genéticas.
Considerando ainda o isolamento geográfico, a influência ambiental sobre estes caracteres acabou por acentuar as características que conhecemos hoje.
Qualquer que seja a explicação, o mais importante é que todos os seres humanos pertencem à mesma raça, todos fomos criados por Deus com o mesmo propósito: glorificar o Criador.
Temos cumprido esse propósito?

Oração simples

“Elias… orou… para que não chovesse… e por três anos e seis meses, não choveu” (Tiago 5:17).
A oração é a marca registrada na vida de Elias.
O livro de Tiago nos fala a respeito da oração operosa de Elias, um homem sujeito às mesmas paixões, mas que tinha em sua vida uma oração operosa.
Uma característica na oração de Elias nos traz um ensino importante: ela era determinada, decidida.
O Senhor Jesus diz no Novo Testamento que a nossa oração não deveria ser de muitas repetições, ou de vãs repetições como os gentios, aqueles que não conhecem a Deus.
Aqueles que não O conhecem acreditam que pelo muito falar serão respondidos.
Mas a oração daqueles que creem deve ser uma oração objetiva, determinada, uma oração que está disposta a desnudar o coração e dizer o que é real e importante.
Muitas pessoas usam uma máscara de piedade e usam palavras rebuscadas como se pudessem impressionar a Deus, mas Deus não se impressiona com palavras bonitas, e quando elas se sentam, sequer sabem pelo que oraram.
Se o conteúdo da sua oração não tem nenhum valor para você, por que deveria ter valor para Deus?
Pense nas palavras que você está dizendo e nos seus significados.
A oração objetiva é muito simples, ela consiste em abrir os lábios e contar a Deus o que está acontecendo e demonstrarmos assim que confiamos Nele para intervir na história humana e nos ajudar.

Paz indescritível

“E que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Colossenses 1: 20).

Um belo hino do ‘Cantor Cristão’, é o número 27.
A letra desse hino fala em: paz, rei, Senhor, cantem glórias.
Quando Jesus nasceu, Ele trouxe de fato a esperança de volta aos corações dos homens, não apenas no ponto de vista do conceito da teoria, ou seja, Jesus não falou a respeito disso e nos deixou tentar a nossa própria sorte.
Não!
Jesus agiu, Ele viveu uma vida irrepreensível, Ele se entregou na cruz por nós, e esta é a razão pela qual podemos cantar a bela letra deste hino que fala de paz. Aquele que segue a Jesus, de fato, pode desfrutar de paz.
Eu não estou dizendo que não enfrentamos problemas.
Todos enfrentam problemas.
Mas, a paz que Jesus nos dá, ninguém pode tirar de nossos corações.
Como Jesus conquistou esta riqueza para as nossas vidas, nós podemos desfrutá-la.
Mas, como Jesus conquistou esta riqueza de paz indescritível?
Morrendo e ressuscitando dentre os mortos.
No capítulo 1 de Colossenses, o versículo 20 nos fala a respeito de paz e de como esta paz surgiu.
Foi através do ato de Cristo, ao derramar o Seu sangue na cruz, e morrer em nosso lugar, que se produziu a paz que podemos cantar e desfrutar em nossas vidas.

Aperfeiçoamento dos Santos

“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4:11, 12).

Aperfeiçoar os santos.
Esta é a razão por que Deus estabeleceu pastores e mestres.
Deus estabeleceu primeiramente os apóstolos, posteriormente os profetas, e então os evangelistas.
Finalmente através do ministério dos evangelistas, várias igrejas foram estabelecidas em diversos lugares, e aí a necessidade de pastores e mestres.
O importante é que no texto grego parece haver a sugestão de que todo pastor deve ser mestre, e não dois ministérios distintos.
Pastores e mestres teriam então duas atividades em um mesmo ministério.
Quando olhamos neste texto, percebemos que os santos, aqueles que seguem a Deus, são separados para servirem a Deus.
Santo é alguém ativo.
Para o aperfeiçoamento dessas pessoas é que Deus coloca na igreja pastores e mestres.
O alvo do aperfeiçoamento cristão é o serviço.
A palavra usada para serviço é ‘diakonia’ e a sua ideia central é um serviço prático, não é apenas ter pessoas dentro de um ambiente cristão, falando e pensando em teologia, mas pessoas vivendo a lógica de Deus.
Porque só desta maneira o corpo de Cristo é edificado!

Fora de controle

“Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12).

Todos nós nos deparamos com áreas de nossas vidas sobre as quais não temos controle.
Podemos chamar essas áreas de esfera fora de controle.
Consideremos algumas:
Não podemos mudar Deus.
Não podemos mudar as circunstâncias.
Não podemos mudar o clima.
Não podemos mudar o dia da semana.
Não podemos mudar o “tempo” cronos.
Não podemos mudar as palavras ditas ou as palavras ouvidas.
Não podemos mudar nosso passado.
O que podemos fazer?
Podemos mudar nossa vida de oração.
Ao invés de reclamar, orarmos mais!
Podemos mudar nossa perspectiva.
Podemos mudar nossa atitude.
Podemos mudar nossa prioridade.
Podemos mudar nosso comportamento.
Podemos até mudar nossa comunicação não verbal.
A partir de hoje, não se concentre naquilo que você não pode mudar.
Preste atenção e considere os itens que dizem o que podemos mudar e mude!
A mudança na sua vida pode partir de você!

Divino propósito

“Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os
meus caminhos” (Salmos 139:2, 3).
Antes de ler o texto a seguir respire fundo, relaxe e reflita sobre as palavras do salmista:
“Tu formaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Graças te dou pela maneira extraordinária como fui criado! Pois tu és tremendo e maravilhoso! Sim, minha alma o sabe muito bem. Meus ossos não te eram encobertos, quando fui formado ocultamente e tecido nas profundezas da terra. Teus olhos viam meu embrião, e em teu livro foram registrados todos os meus dias; prefixados, antes mesmo que um só deles existisse!”
Esse salmo nos mostra que não somos um acidente, nascemos com propósito.
Quando afirmamos que alguém ou algo tem um propósito, isso quer dizer que aquele ou aquilo não está ali por si mesmo ou para si mesmo, mas que é parte de um grande contexto, por exemplo, um martelo pode ser a parte do grande contexto de um prédio, um carro é parte de um grande contexto de levar alguém a algum lugar.
O Criador sussurra em nossos ouvidos: “eu quero usar você dentro desse grande emaranhado complexo e breve multiverso chamado vida”.
Que a cada dia possamos viver dentro desse propósito divino mesmo quando não entendemos as circunstâncias.