O bom soldado de Cristo 2

“Nenhum soldado em serviço se envolve com negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2 Timóteo 2:4).

O soldado é alguém consagrado ao serviço.
Uma vez que alguém tenha se alistado na campanha, não pode mais cuidar dos negócios deste mundo.
Seus negócios não serão mais comuns, ele é um soldado a serviço do seu general.
Um soldado é um soldado e nada mais que um soldado…
Isto não quer dizer que o cristão não se envolverá em atividades nesta terra, mas significa que em tudo que se engaje, seu primeiro objetivo é promover o desejo do seu
general, é promover o evangelho.
Assim, o cristão é alguém que, movido pela graça, consagra tudo o que é e tudo o que tem a serviço de seu general.
O soldado é alguém treinado a obedecer.
O treinamento do soldado consiste em torná-lo apto a obedecer seu comandante sem qualquer questionamento, até que a obediência se torne um instinto, e este tipo de obediência possa garantir a sua segurança e daqueles à sua volta.
Ser soldado é saber que existem momentos em que não teremos a chance de saber o “porquê”.
O soldado não vê a batalha no todo, seu general sim…
Por isso as decisões pertencem ao General.
O dever de todo Cristão é obedecer à voz de Deus, e aceitar até mesmo aquilo que não consegue entender.

O bom soldado de Cristo – 1
“Nenhum soldado em serviço se envolve com negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2 Timóteo 2:4).

Quais seriam as qualidades que Paulo poderia admirar num soldado em seus dias?
Proponho algumas a seguir.
De fato, conhecê-las nos ajuda a discernir se somos verdadeiros Cristãos: O soldado é condicionado a sacrificar-se.
O Cristão deve estar pronto a sacrificar seus desejos, seus recursos e a própria vida pela causa de Cristo.
É bem diferente da legião de falsos cristãos, sempre em busca de quem lhes oferecerá o melhor serviço.
Não estão dispostos a coisa alguma que lhes custe tempo, talento ou tesouro.
O soldado é condicionado à fidelidade.
Quando um soldado unia-se ao exército de Roma,
ele fazia um juramento de fidelidade ao seu imperador. E a virtude mais admirada num soldado romano era sua fidelidade.
O Cristão deve ser fiel a Jesus Cristo diante de toda e qualquer circunstância da vida, mesmo que, às vezes, isto implique em andar nas sombras da morte.
Seja como for, Paulo diz a Timóteo que o soldado tem apenas um objetivo “satisfazer aquele que o arregimentou” (2 Timóteo 2:4).
Assim, já temos um extraordinário objetivo para nossas vidas: a satisfação d’Ele e não a nossa.

Deus detesta o divórcio

“Eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel…” (Malaquias 2:16a).

No versículo acima vemos a vontade de Deus a respeito do casamento.
Problemas sempre aparecerão em qualquer casamento.
Não é fácil duas pessoas diferentes se moldarem uma à outra.
Mas, os casais tementes a Deus, com certeza encontrarão na palavra do Senhor o suporte para enfrentar as tentações, conflitos, diferenças, e conseguirão ter um casamento que durará para sempre.
E é isto que Deus quer. Para sermos felizes nesta vida e na eternidade, precisamos conhecer e viver a Palavra do Senhor.
Temos uma grande responsabilidade diante de Deus que é ouvir Sua Palavra e cumpri-La.
A vontade de Deus é que o esposo e a esposa fiquem casados até que a morte os separe.
Deus une esposo e esposa em um só ser e essa união deverá ser permanente.
Deus detesta a mentira e a quebra de promessa, e, no casamento religioso, quando os noivos estão perante o Senhor, eles fazem uma promessa: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Marcos 10:9).
Algumas palavras devem ser cultivadas entre os casais: ”Preciso de você”; “Me perdoe”; “Obrigado(a)”; “Eu amo você”; “Sinto muito orgulho de você”; “Você é maravilhoso(a)”.
Com a ajuda de Deus, conseguiremos enfrentar os problemas familiares e seremos abençoados por Deus.

Deus recompensa

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens” (Colossenses 3:23).

Conta-nos a história de Israel que quando Davi saiu em batalha contra os amalequitas, ele levou consigo quatrocentos homens (1 Samuel).
Duzentos dos homens ficaram para trás zelando pelo acampamento e provisões porque estavam muito cansados para a batalha.
Esses homens poderiam ser chamados de equipe de apoio, afinal de contas não estavam na linha de frente, não estavam sob os holofotes, mas “atrás das cortinas”; porém eram tão importantes quanto os outros.
Após sua vitória, Davi retornou ao acampamento a fim de cumprimentar os que ficaram para trás.
Curiosamente, alguns dos soldados da linha de frente não queriam compartilhar os despojos e recompensas da batalha.
Mas Davi sabia que, apesar das diferentes funções, todos eram importantes e a vitória viera das mãos de Deus.
Assim sendo, Davi estabeleceu uma nova diretriz para todo o Israel, todos receberiam recompensa, mesmo os que trabalhavam por “trás das cortinas”.
Não é essa uma grande lição?
Para Deus não importa se estamos na frente dos holofotes ou se somos desconhecidos e anônimos.
Ele reconhece nosso valor e nos recompensa a todos.
Aos olhos de Deus, tudo que fazemos para Sua glória e com a motivação correta é um trabalho valioso, mesmo que seja oferecer um copo d’água a uma pessoa sedenta.

Você é um adorador?

“… apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).

Uma das grandes dificuldades que temos quanto à adoração deve-se ao fato de constantemente dependermos de fatores tão diversificados para nos alegrar.
Se o tempo não está bom, reagimos negativamente e já deixamos a nossa adoração em segundo plano.
Se nossa conta bancária não vai bem, não adoramos a Deus da maneira como deveríamos.
Se os nossos relacionamentos pessoais e/ou familiares não vão bem, nossa adoração a Deus não vai bem.
Nós temos condicionado nossa adoração a várias circunstâncias que podem estar positivas ou negativas.
Precisamos entender, em caráter de urgência, que Deus é a fonte de nossa alegria e o objetivo da nossa adoração.
Tudo vem Dele e para Ele retornamos em tributo, adoração e louvor.
O adorador não é aquele que vai a uma determinada reunião da sua igreja para receber o que o dirigente de música ou o solista, ou quem quer que seja, tenha para lhe oferecer.
Não!
O adorador é alguém que tem um compromisso com Deus, que está ali porque quer oferecer algo a Deus, ele quer oferecer um sacrifício vivo, seja o seu próprio corpo em adoração a Deus, sejam as suas ações, as suas atitudes, os seus recursos financeiros.

Ele se importa

“Defende a minha causa e liberta-me, vivifica-me, segundo a tua promessa” (Salmo 119:154).

Muitas vezes nós estamos passando por situações difíceis ou temos casos na justiça, quer trabalhistas ou de partilhas de bens e a situação é sempre desagradável.
Às vezes pensamos que estamos sozinhos, nos sentimos abandonados e desamparados quando todos já fizeram mau juízo a nosso respeito.
Mas lembre-se, você não está só.
Deus é aquele que julga a nossa causa, Deus é aquele que nos ampara e que nos dirige.
Você talvez esteja se sentindo desamparado e abandonado; entenda, Deus é aquele que está ao seu lado e é o melhor advogado que podemos ter.
Em Romanos capítulo 8 no versículo 31, a palavra de Deus nos diz algo extremamente importante que precisamos aprender a pôr em pratica em nossas vidas e confiar no que a palavra de Deus nos diz: “Que diremos, pois, à vista destas cousas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.
Que conforto!
Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Nós temos um Deus que tem o cuidado de zelar pelas nossas vidas e se estamos diante de um tribunal e ninguém se importa, ninguém está interessado em nosso caso, a justiça parece estar distante, e nós consideramos que tudo está perdido, devemos nos lembrar: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.

 

Prioridade da igreja

“Perseverando unânimes todos os dias no templo…”; “louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que iam sendo salvos” (Atos 2:46a; 47).

A igreja nasceu no coração de Deus. Ela é a união dos que se dizem cristãos.
O Espírito Santo sustenta a igreja e a mantém unida.
Ela deve trabalhar para o Reino de Deus através da pregação do Evangelho.
Aliás, pregar o Evangelho é nossa obrigação, sempre preparados para agradar a Deus e não às pessoas.
Devemos pregar a salvação em Cristo.
Paulo foi o maior missionário de que se tem notícia.
Suas cartas são um manual de como dirigir uma igreja, de como servir de exemplo para todos que estiverem sendo alcançados pela palavra de Deus.
Se seguíssemos seus ensinamentos, com certeza, seria mais fácil pregar o Evangelho.
Algumas igrejas pregam o proselitismo esquecendo-se de pregar a salvação em Cristo.
Em Jerusalém, a igreja soube que judeus e gentios estavam juntos servindo a Deus.
Enviaram Barnabé para ver o que estava acontecendo e, ele, chegando em Antioquia ficou maravilhado com o que viu: a união em Cristo.
Devemos cuidar das pessoas e orientá-las para que sejam modificadas pelo Espírito Santo.
Que a igreja sirva de exemplo para os que estão sendo alcançados pela palavra de Deus.

Seja feita a Tua vontade

“… havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” (Atos 12:5).

Muito cuidado com a maneira como você entende os resultados da oração.
A intenção do texto sagrado não é nos ensinar que se orarmos intensamente mudaremos toda e qualquer circunstância e já não mais haverá dor, não haverá problemas.
Veja em Atos 12:2 que Tiago havia sido executado e sabemos que antes dele, também Estevão tinha sido executado por apedrejamento.
Será que a igreja não orou por eles? Será que Tiago e Estevão não tiveram fé?
O que dizer ainda do fato de que os apóstolos foram mortos violentamente, excetuando-se João?
Orando incessantemente ou orando intensamente.
É muito curioso que a mesma construção gramatical apareça em Lucas 22:44 quando o mesmo autor de Atos relata que Jesus ora intensamente, uma luta em oração não para que as circunstâncias sejam simplesmente alteradas, mas para que a vontade de Deus seja feita.
Portanto, nunca diga a alguém que está enfrentando uma angústia muito grande que certamente se ele tiver fé ou se ele orar, as circunstâncias serão mudadas, porque nem sempre é assim.
Jesus, depois de orar angustiado, levantou-se corajosamente para enfrentar a mais difícil experiência que alguém poderia enfrentar.
É exatamente este tipo de oração que devemos praticar: aquela que aceita a vontade de Deus.

Qual caminho escolher?

“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam” (Provérbios 4:18, 19).

Veja que contraste. De um lado, o justo caminha sob a luz da aurora e a luz vai brilhando cada vez mais até ser dia perfeito.
Do outro lado, nós temos o perverso que caminha sob densa escuridão e quando tropeça sequer sabe no que tropeçou.
Enquanto os justos caminham em luz sempre crescente, os perversos caminham em escuridão, em trevas profundas.
Se escolhemos o caminho da sabedoria, o caminho de Deus, caminharemos por uma estrada plana e tranquila, em paz, apesar das dificuldades.
Se escolhermos o caminho dos insensatos, caminharemos por caminhos tortuosos, problemáticos e difíceis.
A grande questão que eu e você precisamos responder é que caminho tomaremos.
Por onde você tem andado?
Você tem seguido o caminho da sabedoria?
Ou você tem seguido o caminho dos tolos? Lembrese
que o caminho da sabedoria é aquele que termina em vida, mas o caminho dos perversos
termina em morte (Provérbios 14:12).
Eu quero convidar você hoje a fazer uma boa escolha: siga pelo caminho de Deus, siga
pelo caminho da sabedoria.

A unidade que Jesus ensina

“Pois receio que, quando chegar, não vos ache como eu vos quero, e eu seja achado de vós como não me quereis: que, de alguma maneira haja
contendas, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos” (2 Coríntios 12:20).

A comunhão entre o povo de Deus é muito importante.
Devemos nos preocupar com os nossos irmãos.
Paulo pregava muito a união entre os membros da igreja.
A vida de Paulo era ligada a de seus convertidos e ele tinha um imenso amor por eles…
Deus quer que sejamos unidos. Quando Jesus se preparou para morrer disse: “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:21).
O amor verdadeiro obedece aos mandamentos de Jesus.
Como bons cristãos, devemos colocar em prática a unidade.
A unidade real requer humildade, amor pelos irmãos e, acima de tudo, amor pelo Senhor e por Sua Palavra.
A unidade que o Senhor quer é aquela que está entre Ele e os seus seguidores.
Devemos respeitar o choro do irmão sem julgá-lo.
Permitir que o irmão fale tudo que está em seu coração, ouvindo com paciência e atenção.
A Bíblia ensina que devemos chorar com os que choram (Romanos 12:15).
Que Deus nos ajude a desenvolver a mente de Cristo para servi-Lo juntos!