Orações de Jesus

“E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava” (Marcos 1:35).
“E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos… E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar” (Marcos 6:41, 46).

Como podemos notar, Jesus, do ponto de vista humano, era um homem de oração.
Ele ora no início do dia, ora na hora da refeição, ora no final de um dia de trabalho.
Como seguidores de Jesus, deveríamos buscar moldar nossas vidas a partir de Seu exemplo.
As narrativas, embora não sejam prescritivas, isto é, não são normas para nossas vidas, nos dão uma ideia sobre várias áreas da vida do nosso Mestre.
A vida de oração é uma delas.
Assim como fazemos três refeições ao dia, talvez seja uma boa ideia aproveitar para falarmos com Deus nessas ocasiões.
Começar o dia na presença de Deus, almoçar em Sua presença e entregar a Ele nossas ansiedades diárias.
Certamente fará toda diferença!

 

Além do que se pode ver…

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hebreus 11:1-3).

Invisível não significa irreal, pois muitas coisas são invisíveis, mas são reais.
O ar em movimento, vento…
Não podemos vê-lo, mas vemos seus resultados.
As ondas do rádio não podem ser vistas, mas são reais; as informações num pen drive, não tem peso, não tem gosto, não tem cheiro, não tem cor, de fato não podem ser vistas, mas são informações reais.
Mas, convenhamos, temos dificuldades em aceitar aquilo que é invisível…
E extrapola nossos sentidos.
Mas, a mensagem bíblica tem outra opinião sobre isso, vejamos: 2 Coríntios 4:18 “não atentando nós nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas”.
O que se vê é passageiro o que não se vê é eterno.
As pessoas que acreditam em Deus enxergam além do físico, além do presente, além do visível.
Quem crê em Jesus não vive pelas circunstâncias, mas por aquilo que crê.

Jesus, fonte de energia

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita… Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Romanos 8:11, 14).

Ernest Heminghway antes de morrer disse: “Eu vivo num vácuo solitário como um rádio cujas pilhas perderam a energia e não encontra qualquer fonte de alimentação”.
Não é incrível que mesmo pessoas tão celebradas como famosos escritores e outros profissionais quando chegam no auge descobrem que nada mais há que vazio e solidão.
Aqueles que conhecem a Jesus descobrem algo verdadeiramente fascinante: que a morte de Jesus nos capacita a viver no céu e sua ressurreição nos capacita a viver na terra.
A vida natural sem Jesus é frustrante, repleta de despropósito, angustiante e vazia.
Mas, quando finalmente encontramos Jesus encontramos não apenas o caminho para o céu, mas a essência para a vida.
Através do seu Espírito, somos fortalecidos, vivificados, temos forças para uma vida com propósito.
Se realmente entendermos que Jesus vive em nós, encontramos a fonte de alimentação para transpormos os desafios que se encontram em nosso caminho.

 

Oração e hipocrisia

“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos” (Mateus 6:5-7).

Uma disciplina que deveria ser pura, santa e piedosa pode ser transformada em um ato de hipocrisia, esse é o caso da oração.
Jesus faz duas duras críticas: Motivação e Repetição.
Na primeira, Jesus nos adverte a termos o cuidado de não orarmos apenas com a motivação de sermos vistos pelos homens e a outra, de repetirmos palavras vazias.
O conselho de Jesus é que a oração deve ser a expressão da intimidade, a mesma que a de um filho com seu pai…
Do pai que vê os cantos mais secretos de nossas vidas.
A oração sincera recebe do Pai celestial, que conhece nossas necessidades mais profundas, Sua provisão generosa.

 

Purificação

“… Para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:7).

Podemos dizer que algo feito de ouro ou prata nada mais é que a “sobra”.
Isso porque esses metais passam por um processo de aquecimento em que as impurezas são removidas.
Exato, a pureza é obtida por altas temperaturas até que o metal atinja seu estado líquido.
Na palavra de Deus essa refinação de metais é uma metáfora para a purificação espiritual.
Isso nos ensina duas importantes lições:
1. Todos temos impurezas que precisam ser eliminadas.
2. Deus acompanha todo o processo.
Em Zacarias 13:9 lemos, “Colocarei essa terça parte no fogo e a refinarei como prata e a purificarei como ouro. Ela invocará o meu nome, e eu lhe responderei. É o meu povo, direi; e ela dirá: ‘O Senhor é o meu Deus'”.
Nesse versículo notamos que a alta temperatura fará com que aquele que é purificado “Invoque” ao Senhor.
Faz todo sentido, afinal de contas, a alta temperatura causa dor e incômodo.
Mas, ao mesmo tempo, vemos que a resposta de Deus é imediata, “É o meu povo” e os submetidos ao rigor do fogo afirmam, “O Senhor é o nosso Deus”.
Após o teste do fogo, após o clamor da prova a intimidade com Deus se torna ainda mais intensa.

Tempo com as Escrituras

“Chegar-me-ei a vós outros para juízo; serei testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 3:5).

Quando o futuro é revelado por um profeta de Deus, isto está sempre atrelado ao crescimento do caráter do homem.
Qualquer pessoa que especule sobre o futuro, ou tente adivinhar algo, está contrária à vontade de Deus.
Porque Deus não aprova adivinhação.
Se você quer saber a Vontade de Deus para a sua vida, você precisa dedicar tempo às Escrituras, você precisa meditar na palavra de Deus.
Deixar que a Palavra do Pai revele a Vontade Dele, e, à medida que Deus amadurece o seu caráter, você vai conhecer melhor a vontade de Deus.
Qualquer coisa que não nos leve a uma melhora do nosso caráter, é pura adivinhação.
Eu fico muito preocupado quando alguns cristãos pensam em descobrir a vontade de Deus através de métodos que levam apenas à adivinhação e não levam a crescimento de caráter, a crescimento espiritual.
No versículo acima vemos que era isso que estava acontecendo no meio do povo de Israel.
Eles estavam praticando feitiçaria, adivinhação, mas o caráter deles estava totalmente embolorado como um pão velho.

Seja prudente

“Julgai todas as coisas, retende o que é bom” (1 Tessalonicenses 5:21).

Nesse texto temos o equilíbrio entre a credulidade e o ceticismo, entre a confiança e a desconfiança.
Você precisa aprender a discernir, não acredite em qualquer coisa só porque falam em nome de Deus, não aceite qualquer coisa porque choram em nome de Deus, verifique se aquilo tem base na palavra de Deus, julgue todas as coisas.
Em Provérbios 14:15, nós encontramos uma informação bastante interessante neste sentido: “O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos”.
Veja, o prudente tem o cuidado, ele mede as coisas, ele verifica a exatidão dos fatos e existem muitas outras passagens que nós podemos verificar esse princípio. Uma delas é em Provérbios 12:15, onde a palavra de Deus diz assim: “O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvido aos conselhos”.
Esta é a capacidade de discernir e nós poderíamos ir adiante, texto após texto.
O cristão não é um cético, mas o cristão é cético no sentido de que ele não crê, não compra, não aceita aquilo que não se harmoniza com a palavra de Deus.
Mas para isso, precisamos, em primeiro lugar, conhecer o que diz a Bíblia.
Precisamos investir nosso tempo em conhecer o que Deus diz em Sua Palavra.
Comece essa busca hoje mesmo.

Oração após um dia agitado

“E, sendo já dia, saiu, e foi para um lugar deserto; e a multidão o procurava, e chegou junto dele; e o detinham, para que não se ausentasse deles” (Lucas 4:42).

Se não fizermos nossa agenda, se não definirmos nossas prioridades, outros farão isso por nós.
Note que Jesus, após dias de muitas tarefas e grande intensidade, se retirava para lugares desertos buscando uma oportunidade para orar.
Nós devemos organizar nossa vida para termos, também, nossas prioridades em ordem.
Certamente a oração deve estar no topo de nossas prioridades!
Coloque diante do Senhor sua dificuldade de organizar sua rotina de acordo com um plano que contemple a vida de solitude e de oração.
Ele certamente te ouvirá e te ajudará a vencer essas situações.
Como alguém já disse, quem está ocupado demais para orar, está ocupado com a coisa errada.

 


“Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Isaías 44:8).

Nenhum de nós jamais deveria desprezar o valor e a importância da oração, mas algumas vezes o que precisamos é de ação!
Quando Moisés tinha à sua frente o mar, guiava aproximadamente dois milhões de pessoas e à sua caça vinha o poderoso exército de Faraó, ouviu de Deus as seguintes palavras: “Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco” (Êxodo 14:15).
Deus estava dizendo a Moisés que os recursos necessários para a ação estavam em suas mãos e, portanto, era o tempo de “marchar”.
Não podemos nos permitir paralisar pelo medo ou pela dúvida.
Devemos avaliar o que temos em nossas mãos, os talentos, os tesouros, quais as oportunidades e marchar.
Sim, oração é importante, mas algumas vezes a resposta é ação.

Íntegros

“E, virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte; e mandou ti rar os ossos das sepulturas, e os queimou sobre aquele altar, e assim o profanou, conforme a palavra do Senhor, que profetizara o homem de Deus, quando anunciou estas palavras” (1 Reis 23:16).

Esse é um incidente muito interessante na Bíblia, pois enquanto o jovem rei Josias piedosamente passa a purificar a terra de Israel, sem se dar conta está cumprindo uma mensagem profética anunciada anos antes dele (1 Reis 13:2).
Pense nisso, Josias buscou fazer o que era certo e ao comportar-se assim estava cumprindo o que Deus “preordenara”.
De certa maneira cada um de nós está vivendo no dia e hora em que Deus deseja e, à medida que fazemos o bem, somos instrumentos na materialização da vontade de Deus na terra.
Podemos ser instrumentos nas mãos de Deus se nos dispusermos a agir em integridade.
O rei Josias foi um homem piedoso em tempos de impiedade.
Minha oração é que possamos ser assim, pessoas piedosas que cumprem a boa vontade de Deus por atitudes, palavras e ações.